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Chanceler alemão critica UE

Chanceler alemão Friedrich Merz critica burocracia excessiva na UE e alerta para perda de potencial de crescimento

Davos, Suíça – 23 de janeiro de 2026 – O chanceler da Alemanha, Friedrich Merz (CDU), usou o palco do Fórum Econômico Mundial em Davos para lançar duras críticas à excessiva regulamentação na União Europeia (UE).

Em discurso na quinta-feira (22), ele apontou que a burocracia e as normas excessivas freiam o desenvolvimento econômico do bloco e desperdiçam oportunidades.

Merz defendeu medidas urgentes para reverter o cenário, incluindo um “travão de emergência” à produção de novas leis e a modernização do orçamento comunitário.

Ele destacou a necessidade de reduzir substancialmente a burocracia para recuperar a competitividade europeia frente a potências como Estados Unidos, China e Índia.

“Acabou com o crescimento por causa de uma burocracia e papelada absurdas”

O chanceler alemão reconheceu que tanto a Alemanha quanto o continente europeu deixaram de explorar seu potencial pleno nos últimos anos. Segundo ele, o adiamento de reformas e a restrição excessiva à liberdade empresarial e à responsabilidade individual geraram estagnação.

“A Alemanha e a Europa desperdiçaram um potencial gigantesco”

Merz enfatizou que a Europa se transformou em líder negativo no quesito regulamentação. Ele cobrou ações concretas, como procedimentos acelerados de aprovação, revogação periódica de leis obsoletas e análise rigorosa de novas regras antes de sua implementação.

“Viramos os campeões mundiais da regulamentação excessiva”

A declaração ocorre em um momento de debates intensos sobre o futuro da UE. Merz, junto com a primeira-ministra italiana Giorgia Meloni, apresentou recomendações para impulsionar a competitividade.

Os dois líderes defendem que a cimeira extraordinária da UE marcada para 12 de fevereiro discuta medidas práticas para cortar entraves burocráticos.

O discurso ganhou repercussão imediata nas redes sociais e na imprensa internacional, com muitos analistas interpretando as palavras como um reconhecimento de falhas estruturais no modelo atual da União Europeia. Merz também comentou outros temas, como o acordo UE-Mercosul, defendendo sua vigência provisória apesar de contestações no Parlamento Europeu.

Especialistas em economia europeia apontam que a Alemanha, maior economia do bloco, enfrenta estagnação desde 2023, com crescimento próximo de zero em anos recentes.

A crítica à burocracia ecoa demandas de setores industriais e empresariais que cobram desregulamentação para recuperar dinamismo.

Com a ascensão de partidos de direita e questionamentos ao modelo regulatório da UE, declarações como as de Merz sinalizam possível mudança de rumo na política econômica europeia rumo a menos intervenção estatal e mais foco na competitividade global.

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