O Comando Sul dos Estados Unidos (SOUTHCOM) anunciou a criação da Joint Task Force Western Hemisphere, uma força-tarefa militar dedicada a combater cartéis e redes de narcoterrorismo em toda a América Latina e no Caribe.
O general Francis L. Donovan, comandante do SOUTHCOM, foi direto:
“Aplicaremos total pressão sistêmica sobre essas redes que ameaçam nossa pátria e nossos parceiros aqui em nossa região compartilhada. E, juntamente com a Coalizão Americana de Combate aos Cartéis e nossas outras 18 nações que apoiam o mesmo esforço, levaremos a luta ao inimigo. Portanto, hoje, iniciamos a ativação da Força-Tarefa Conjunta do Hemisfério Ocidental, o braço operacional do Comando Sul dos EUA”, diz a publicação feita no X.

A iniciativa funciona em parceria com a coalizão anti-cartéis das Américas — da qual o Brasil não faz parte.
A decisão marca uma escalada clara na militarização da região. Depois de operações navais, ataques a embarcações e a classificação de facções como organizações terroristas, Washington agora formaliza um braço de ação permanente sob comando militar americano.
O sinal de alerta ecoa para:
-Possível aumento da tensão com países que não aderiram à coalizão
-Pressão indireta a pautas dos EUA no combate aos cartéis de drogas
-Escalada de operações
O Brasil, por enquanto, está de fora. Mas a proximidade geográfica e a atuação transnacional de facções como PCC e Comando Vermelho tornam o país vulnerável a efeitos colaterais.
A mensagem dos EUA é inequívoca: a era da contenção diplomática está sendo substituída pela lógica da força. A América Latina precisa prestar atenção.
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