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Advogado da J&F representa irmão de Toffoli

Irmão de Dias Toffoli concede procuração a advogado da J&F para representá-lo em reuniões do Resort Tayayá

O engenheiro eletricista José Eugênio Dias Toffoli, irmão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli, assinou uma procuração em fevereiro de 2025 que autoriza o advogado Paulo Humberto Barbosa a representá-lo em deliberações relacionadas ao resort Tayayá, localizado em Ribeirão Claro, no Paraná.

Barbosa, que atua como advogado da J&F — conglomerado dos irmãos Joesley e Wesley Batista —, adquiriu as cotas da família Toffoli na empresa Maridt Participações SA, avaliadas em R$ 3,5 milhões, no mesmo período.

A procuração, firmada em 6 de fevereiro de 2025 e registrada em cartório de Marília (SP), concede amplos poderes ao advogado para “aceitar e assinar documentos necessários, deliberar sobre quaisquer assuntos de interesse, votar e ser votado, enfim, praticar todos os demais atos necessários” em nome da Maridt nas empresas DGEP Empreendimentos e Participações Ltda e Tayayá Administração e Participações Ltda.

Apesar da venda oficial das cotas, funcionários do resort ainda tratam o ministro Dias Toffoli como o proprietário efetivo do empreendimento.

Desde dezembro de 2022, o ministro do STF passou pelo menos 168 dias no Tayayá. No final de 2025, mesmo após a transferência para o novo dono, Toffoli fechou o local para realizar uma festa privada destinada a familiares e convidados.

Imagens divulgadas anteriormente mostram o ministro recebendo empresários como André Esteves, do BTG Pactual, e Luiz Pastore, do grupo Ibrame, no complexo.

Entre 2021 e 2025, a família Toffoli dividiu o controle do Tayayá com um fundo ligado ao empresário Fabiano Zettel, cunhado de Daniel Vorcaro — dono do Banco Master e investigado em inquéritos no STF, onde Toffoli é relator do caso Master. A Maridt Participações, usada pela família, opera em endereço considerado de fachada.

O caso levanta questionamentos sobre transparência em relações comerciais envolvendo familiares de autoridades do Judiciário, especialmente em meio a investigações relacionadas a figuras como Vorcaro e o fundo Arleen.

O resort Tayayá continua em operação, mas o episódio reforça debates sobre conflitos de interesse e a separação entre esfera pública e privada no alto escalão do poder.

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