Home / Senado / Senado pretende quebrar sigilo de irmãos de Toffoli

Senado pretende quebrar sigilo de irmãos de Toffoli

CPI do Crime Organizado planeja quebrar sigilos de irmãos de Toffoli e escritório da esposa de Moraes

A CPI do Crime Organizado no Senado pretende solicitar a quebra de sigilos financeiros e societários de empresas e pessoas ligadas aos irmãos do ministro do STF Dias Toffoli, além do escritório de advocacia da esposa do ministro Alexandre de Moraes. O objetivo é incluir o caso Banco Master no escopo das investigações da comissão.

O relator da CPI, senador Alessandro Vieira (MDB-SE), confirmou a intenção em entrevista ao Estadão publicada nesta terça-feira (27/01).

O relator da CPI, senador Alessandro Vieira (MDB-SE)

As medidas visam apurar possíveis conexões com lavagem de dinheiro e corrupção no escândalo do Banco Master, instituição financeira em liquidação extrajudicial pelo Banco Central.

Entre os alvos estão negócios dos irmãos de Toffoli em dois resorts de luxo da rede Tayayá, no Paraná. Investigações jornalísticas (Estadão, Folha e Metrópoles) apontaram que fundos de investimento ligados ao banco adquiriram participações societárias nos empreendimentos.

Um desses fundos pertence ao pastor e empresário Fabiano Zettel, cunhado do banqueiro Daniel Vorcaro (dono do Banco Master, preso na Operação Compliance Zero).

A cunhada de Toffoli, Cássia Pires Toffoli, negou inicialmente que o marido fosse sócio do empreendimento, mas o irmão confirmou posteriormente sua participação via nota explicativa. Toffoli reduziu visitas ao resort após o início das operações da Polícia Federal em 2025.

Outro foco é o escritório da advogada Viviane Barci, esposa de Alexandre de Moraes, que firmou contrato de R$ 129 milhões com o Banco Master para defesa de seus interesses.

Vieira justificou as quebras de sigilo como forma de avançar nas apurações dentro das CPIs já instaladas (Crime Organizado e INSS), que apresentam conexões suficientes com o caso Master. Ele afirmou: “Esse é um ponto que só o Senado tem capacidade de enfrentar. Em todas as outras frentes, a Polícia Federal e a Procuradoria-Geral da República podem avançar.”

E completou: “É possível utilizar as CPIs que já estão em andamento, tanto a do Crime Organizado quanto a CPI do INSS, porque as duas têm conexões que permitem ter essa utilização – e já temos duas CPIs sobre o Caso Master com a quantidade mínima de assinaturas atingida. Então, certamente teremos avanço.”

A CPI do Crime Organizado, criada em novembro de 2025, investiga crimes como lavagem de dinheiro, corrupção, ocupação territorial e atuação de facções criminosas. O relator vê indícios suficientes para conectar o Banco Master a esses temas.

As solicitações de quebra de sigilo serão apresentadas na próxima semana, após o fim do recesso parlamentar. Elas ocorrem em paralelo a uma proposta específica de CPI sobre o Banco Master, que já atingiu o número mínimo de assinaturas, mas depende de instalação pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP).

Marcado:

Sign Up For Daily Newsletter

Stay updated with our weekly newsletter. Subscribe now to never miss an update!

I have read and agree to the terms & conditions

Deixe um Comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *