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Fachin sinaliza que inquérito do Master pode sair do STF

Fachin afirma que inquérito do Banco Master tende a sair do STF e defende código de conduta antes das eleições de 2026

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, concedeu entrevista exclusiva ao blog da jornalista Ana Flor, no portal G1, e sinalizou que o inquérito do caso Banco Master, atualmente sob relatoria do ministro Dias Toffoli, tem tendência de não permanecer na Corte.

A declaração surge em meio à crise de imagem enfrentada pelo tribunal devido às investigações sobre fraudes financeiras no Banco Master, liquidação extrajudicial e questionamentos sobre possíveis conflitos de interesse.

Fachin explicou que há um debate interno sobre a competência do STF para o processo, iniciado na Justiça Federal e elevado à Suprema Corte por envolvimento de parlamentar com foro privilegiado.

Segundo o ministro, após etapas iniciais da instrução – como depoimentos e extrações de documentos –, ficará claro se há justificativa para a permanência no tribunal.

“Há uma suscitação de que não há razão desse processo estar no STF. Eu creio que numa direção ou outra, isso ficará claro, provavelmente quando o básico da instrução, os depoimentos tiverem sido tomados, as extrações de documentos tiverem sido feitas, se aquela questão justifica ou não”, afirmou Fachin.

Ele complementou: “Há uma tendência, pelo que se verifica até agora, que não se justifique ficar aqui”.

A fala ocorre após medidas adotadas por Toffoli no inquérito – consideradas atípicas por críticos – gerarem controvérsias, pressões externas e debates sobre a condução do caso.

Fachin reconheceu que o episódio intensifica discussões internas sobre transparência e autocontenção institucional, defendendo a aprovação de um código de conduta para magistrados.

“Seria desejável concluir a deliberação antes do processo eleitoral”, destacou o presidente do STF, referindo-se às eleições de 2026, para evitar contaminação política. Ele ponderou que não existe “tempo ideal” para tratar do tema, rejeitando resistências baseadas no momento inadequado ou na suposta suficiência de normas existentes.

O caso Banco Master envolve suspeitas de irregularidades financeiras, fraudes em títulos de crédito e conexões políticas, com investigações da Polícia Federal (Operação Compliance Zero) e do Banco Central.

A permanência no STF tem sido questionada por falta de foro privilegiado predominante, e uma ala da Corte vê no desmembramento uma “saída honrosa” para preservar a imagem institucional.

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