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Crime organizado assumiu presidência do PSDB em Belford Roxo-RJ

Irmão de Marcinho VP assume presidência do PSDB em Belford Roxo no Rio de Janeiro: Absurdo que choca e questiona critérios partidários

Em um desdobramento que deixa qualquer cidadão perplexo com o nível de descuido intencional ou omissão em partidos políticos, o empresário Cristiano Santos Hermogenes – irmão por parte de mãe do MEGATRAFICANTE Márcio dos Santos Nepomuceno, conhecido como Marcinho VP (líder do Comando Vermelho no Complexo do Alemão) e tio do rapper Oruam – assumiu a presidência do diretório municipal do PSDB em Belford Roxo, na Baixada Fluminense (RJ). A nomeação ocorreu oficialmente no dia 26 de janeiro de 2026, com mandato previsto até o final do ano.

O caso veio à tona por meio de documentos obtidos pela imprensa e divulgado pelo Metrópoles, revelando um episódio que beira o inacreditável: um familiar direto de um dos criminosos mais procurados do país ocupando cargo de direção em um partido histórico como o PSDB.

Cristiano Santos tem histórico de prisão em 2006 por associação ao tráfico de drogas e lavagem de dinheiro, além de cinco candidaturas frustradas em eleições passadas (deputado estadual, vereador, prefeito). Como isso passou despercebido pela direção estadual?

O presidente do PSDB no Rio de Janeiro, deputado federal Luciano Vieira, declarou desconhecer o parentesco até a repercussão da notícia. Após o escândalo explodir, o partido anunciou o afastamento imediato de Cristiano do cargo, suspendendo também a participação do membro local responsável pela indicação. A justificativa: “não sabia” e “só tomei conhecimento pela reportagem”. É de espantar: em tempos de redes sociais e checagens rápidas, como uma ligação tão óbvia e sensível não foi investigada antes?

Esse absurdo expõe falhas graves nos processos de filiação e indicação partidária, especialmente em regiões dominadas pelo crime organizado como a Baixada Fluminense.

A perplexidade é geral: um partido que se posiciona como oposição ao crime e à esquerda radical permite, mesmo que por dias, que irmão de traficante lidere diretório municipal? Isso não é apenas erro administrativo; é um sinal preocupante de infiltração ou negligência que enfraquece a credibilidade da política brasileira.

O PSDB agiu rápido para reverter, mas o dano à imagem já está feito. A sociedade cobra transparência: quem indicou? Por quê? E quantos outros casos semelhantes estão escondidos em diretórios pelo Brasil?

A direita patriota fica atônita com mais esse episódio que mistura crime organizado e partidos políticos.

Precisamos de partidos vigilantes, não de nomeações que geram perplexidade e descrédito. Fica o alerta: a luta contra o crime não pode ser só discurso; tem que ser prática, inclusive dentro das siglas.

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