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Alcolumbre tenta diminuir impactos do escândalo Master no Amapá

Davi Alcolumbre mobiliza aliados para contenção de novo escândalo envolvendo Banco Master e Fundo de Previdência do Amapá

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), tem adotado estratégia de articulação com aliados políticos para tentar minimizar os impactos de mais um episódio polêmico ligado ao seu nome: o investimento de R$ 400 milhões do fundo de previdência do Amapá (Amprev) em títulos do Banco Master, instituição liquidada pelo Banco Central em meio a suspeitas de irregularidades financeiras.

Segundo colunistas especializados, Alcolumbre – que administra a distribuição de quase R$ 6 bilhões em emendas parlamentares e indicou o ministro Waldez Góes (PDT-AP) para o governo Lula – tem histórico de abafar investigações que o envolvem indiretamente.

No caso atual, o presidente da Amprev, Jocildo Lemos – ex-tesoureiro de campanha de Alcolumbre e indicado por ele ao cargo – aprovou aportes no Master apesar de alertas técnicos de riscos elevados. Após um primeiro repasse de R$ 200 milhões, Lemos teria declarado que “tirou um peso das costas”.

A Polícia Federal (PF) realizou buscas na sexta-feira passada na residência, escritório e aparelhos de Lemos, que renunciou ao cargo em seguida. Se o nome de Alcolumbre surgir formalmente nas apurações, o inquérito pode migrar para o Supremo Tribunal Federal (STF), possivelmente sob relatoria do ministro Dias Toffoli – que já concedeu sigilo a materiais relacionados ao banqueiro Daniel Vorcaro em outro braço do caso Master.

Para evitar escalada política, Alcolumbre tem bloqueado a instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) mista sobre o Banco Master, rejeitando pedidos da oposição e invocando normas internas para limitar reuniões de grupos de trabalho. Ele também impediu sessões híbridas do colegiado, alegando regras da pandemia, embora o coordenador Renan Calheiros (MDB-AL) tenha mantido atividades presenciais.

O senador nega envolvimento direto e, em nota anterior sobre o tema, afirmou esperar “apuração rigorosa dos fatos e a punição dos responsáveis, na forma da lei”.

O caso se soma a outros escândalos passados envolvendo assessores e aliados próximos de Alcolumbre, como rachadinhas, emendas suspeitas e transferências irregulares, todos contidos sem acusações formais contra o parlamentar.

Com a proximidade das eleições de 2026 e o Centrão sob pressão, a contenção do escândalo Master é vista como teste para a habilidade política de Alcolumbre em preservar influência no Congresso e no governo.

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