PF deflagra operação em BA, SP e RJ contra vazamento de dados sigilosos de ministros do STF e familiares
A Polícia Federal (PF) cumpriu, nesta terça-feira (17), quatro mandados de busca e apreensão nos estados da Bahia, São Paulo e Rio de Janeiro. A ação investiga possíveis vazamentos de dados sigilosos da Receita Federal envolvendo ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e seus familiares.
A operação foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, relator do inquérito no STF, a pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR). As buscas miram servidores públicos suspeitos de acessos irregulares a informações fiscais protegidas por sigilo, nos últimos três anos.
Divulgação de contrato de R$ 129 milhões entre escritório da esposa de Moraes e Banco Master seria motivação da operação da PF contra suspeitos de vazamento de dados sigilosos, assista ao vídeo:
Ouça a analise da jornalista do SBTNEWS
Além das buscas, a Justiça determinou medidas cautelares rigorosas contra os investigados:
- Monitoramento por tornozeleira eletrônica,
- Afastamento do exercício de função pública,
- Cancelamento de passaportes,
- Proibição de saída do país. Não houve prisões em flagrante.
A apuração ganhou força após a Receita Federal detectar desvios em consultas internas e iniciar rastreamento em cerca de 80 sistemas, abrangendo os dez ministros atuais do STF e aproximadamente 100 familiares (pais, filhos, irmãos e cônjuges). Relatórios parciais já foram enviados ao gabinete de Moraes.
Investigações preliminares apontam que o sigilo fiscal da advogada Viviane Barci de Moraes (esposa do ministro Alexandre de Moraes) foi quebrado indevidamente, assim como a declaração de Imposto de Renda do filho de outro integrante da Corte. A suspeita recai sobre um servidor do Serpro (empresa pública de TI) cedido à Receita Federal.
O caso tramita sob sigilo no STF e está ligado a apurações maiores sobre vazamentos de informações financeiras de autoridades, incluindo vínculos com o Banco Master.
A Receita Federal confirmou que os desvios detectados foram informados a Moraes e que a auditoria interna prossegue com rigor.


















