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Lula expressa decepção e sensação de traição com postura de Toffoli

Lula vê a insistência de Toffoli em manter a relatoria do inquérito por tanto tempo, suas decisões judiciais controversas e o manejo da crise como fatores que agravaram a situação institucional

Nos bastidores do Palácio do Planalto, o clima é de tensão e ruptura iminente entre o petista Lula da Silva (PT) e o ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF). De acordo com relatos apurados pela analista de política da CNN Brasil, Clarissa Oliveira, aliados próximos ao chefe do Executivo descrevem as conversas privadas de Lula como carregadas de “decepção” e “traição” em relação à conduta do magistrado no polêmico caso Banco Master

Ouça a analise da jornalista da CNNBRASIL

Fontes reservadas próximas ao petista afirmam que Lula vê a insistência de Toffoli em manter a relatoria do inquérito por tanto tempo, suas decisões judiciais controversas e o manejo da crise como fatores que agravaram a situação institucional.

Um aliado resumiu o sentimento do petista como uma “traição altíssima”, especialmente considerando a história de altos e baixos na relação entre os dois: uma primeira ruptura durante a prisão de Lula na Operação Lava-Jato, quando Toffoli negou autorização para que o então ex-presidente participasse do velório de seu irmão, seguida de uma reaproximação nos últimos anos.

Apesar do tom ácido nas conversas internas – incluindo relatos de palavrões e expressões de frustração –, membros do governo e do PT mantêm publicamente um discurso de presunção de inocência e defesa do direito de ampla defesa para o ministro. A ordem é evitar prejulgamentos, mas o episódio cria um desafio adicional para o Planalto em um ano pré-eleitoral marcado por polarização e escrutínio público.

O caso Banco Master, que envolve fraudes bilionárias, intervenção do Banco Central e liquidação extrajudicial do conglomerado, ganhou contornos graves após revelações da Polícia Federal sobre menções a Toffoli em mensagens do ex-banqueiro Daniel Vorcaro.

A saída do ministro da relatoria principal, em fevereiro de 2026, sem reconhecimento de suspeição ou impedimento, não dissipou as tensões. Agora, sob relatoria de André Mendonça, o inquérito continua a repercutir, com pedidos de esclarecimentos no Congresso e críticas à transparência do Judiciário.

Lula, segundo aliados, sinaliza uma ruptura definitiva com Toffoli – que deve sua indicação ao STF ao próprio petista durante seu segundo mandato.

O petista busca blindar o governo do desgaste, ordenando distanciamento do caso.

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