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Brasil registra recorde de feminicídios em 2025

São 1.470 casos registrados e média de 4 mulheres mortas por dia

O Brasil atingiu em 2025 o maior número de feminicídios da série histórica desde a criação do tipo penal em 2015, com 1.470 registros de mulheres assassinadas por razões de gênero, conforme dados do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) compilados pelo Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública (Sinesp).

O total supera os 1.464 casos de 2024 (aumento de pelo menos 0,41%) e representa uma média de quatro mulheres mortas por dia ao longo do ano. Desde a Lei do Feminicídio (Lei 13.104/2015), o país acumula 13.448 vítimas desse crime, que ocorre no contexto de violência doméstica, familiar ou discriminação de gênero.

Dados oficiais e contexto do aumento

Os números, divulgados em janeiro de 2026, ainda podem crescer ligeiramente, pois estados como São Paulo, Alagoas, Pernambuco e Paraíba não haviam enviado todos os registros de dezembro na consolidação inicial. A taxa nacional ficou em 0,69 por 100 mil habitantes, patamar similar aos anos anteriores (2022-2024).

Estados mais populosos lideraram em volume absoluto: São Paulo registrou o maior número (cerca de 233-266 casos, dependendo da fonte consolidada), seguido por Minas Gerais e Bahia. Em termos proporcionais, regiões como Norte e Nordeste apresentaram taxas elevadas em alguns levantamentos.

O recorde de feminicídios em 2025 ocorre apesar de medidas recentes, como a sanção pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva de lei que endurece penas para o crime (podendo chegar a 40 anos em casos agravados) e o lançamento, em fevereiro de 2026, do Pacto Nacional Brasil contra o Feminicídio, que une os Três Poderes para acelerar medidas protetivas, fortalecer redes de apoio e combater impunidade.

Repercussão e críticas à violência de gênero

Entidades como o Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP) e a Agência Patrícia Galvão destacam que os números subestimam a realidade, pois muitos casos podem ser subnotificados ou classificados de forma incompleta. Especialistas apontam falhas estruturais no Estado, como precarização de políticas de prevenção e lentidão na aplicação de medidas protetivas.

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