Investigadores que atuam no inquérito do Banco Master revelaram que Paulo Maiurino, ex-diretor-geral da Polícia Federal (PF), tem auxiliado o ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), nos desdobramentos do caso.
De acordo com relatos obtidos pela CNN Brasil e confirmados por fontes próximas à investigação, Maiurino teria sido consultado por Toffoli — quando o ministro ainda era o relator do inquérito — sobre o cenário jurídico e a escolha de peritos para analisar o material apreendido pela PF durante a Operação Compliance Zero, deflagrada em dezembro de 2025.
“Ele teria sido consultado sobre o cenário jurídico e a escolha de peritos quando o ministro ainda relatava o inquérito.”
A colaboração envolveria orientação na identificação de peritos qualificados para examinar provas digitais e documentos relacionados às supostas fraudes bilionárias no Banco Master, incluindo a emissão irregular de títulos de crédito e transferências de ativos tóxicos.
Maiurino, que já teve proximidade com Toffoli (tendo sido chefe de segurança do STF durante a presidência do ministro), estaria ajudando na análise do cenário político e jurídico do processo.
O caso Banco Master ganhou repercussão nacional após a liquidação extrajudicial do banco pelo Banco Central, em meio a investigações sobre irregularidades financeiras.
Toffoli assumiu a relatoria em dezembro de 2025, mas deixou o cargo em fevereiro de 2026 após questionamentos sobre possível conflito de interesses — incluindo menções em mensagens no celular do banqueiro Daniel Vorcaro e transações envolvendo um resort ligado a familiares do ministro.
O inquérito agora está sob relatoria do ministro André Mendonça, que autorizou a retomada plena das perícias pela PF, revertendo limitações impostas anteriormente.


















