Porta-voz Karoline Leavitt afirma que presidente dos EUA mantém opção militar aberta; decisão sobre ataque depende de negociações nucleares em Genebra na quinta-feira (26).
A Casa Branca reiterou nesta terça-feira (24) que o presidente Donald Trump prefere a via diplomática para lidar com o Irã, mas não descarta o uso de força letal caso as negociações fracassem. A declaração surge em meio a crescentes tensões no Oriente Médio, com exercícios militares iranianos no Golfo Pérsico e reforço significativo da presença naval e aérea americana na região.
Em briefing à imprensa, a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, enfatizou:
“A primeira opção do presidente Trump é sempre a diplomacia. Mas, como ele já demonstrou, ele está disposto a usar a força letal do exército dos Estados Unidos se necessário. Então, o presidente é sempre o tomador de decisão final por aqui.”
A declaração responde a questionamentos sobre o futuro das relações com Teerã, especialmente após a repressão violenta a protestos internos no Irã no mês passado e o impasse no programa nuclear iraniano. Trump tem dado prazos curtos (10 a 15 dias) para um acordo significativo, ameaçando consequências graves em caso de não cumprimento.
A decisão final sobre um possível ataque militar ao Irã será tomada após as negociações indiretas marcadas para quinta-feira (26), em Genebra, mediadas pelo Sultanato de Omã. Enviados americanos, incluindo Steve Witkoff (enviado especial para o Oriente Médio) e Jared Kushner (genro de Trump), avaliam o progresso das conversas com o ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araghchi.
Witkoff, em entrevista à Fox News, expressou curiosidade sobre a postura iraniana:
“Trump está ‘curioso’ para saber por que os iranianos ‘não se renderam’.”
Do lado iraniano, a Guarda Revolucionária Islâmica iniciou exercícios militares nesta terça (24) no Golfo Pérsico, envolvendo mísseis, artilharia, drones, forças especiais e veículos blindados, em resposta às “ameaças existentes”, segundo a televisão estatal iraniana.
Trump negou relatos de fontes anônimas sobre dificuldades em opções militares, postando na Truth Social:
“A reportagem não atribui esse vasto conhecimento a ninguém e está 100% incorreta. O General Caine, como todos nós, gostaria de evitar uma guerra, mas, se for tomada a decisão de atacar o Irã militarmente, ele acredita que será uma vitória fácil”.
O general Dan Caine (chefe do Estado-Maior Conjunto) teria alertado sobre riscos de retaliação iraniana e aliados, possível confronto prolongado e falta de apoio regional em caso de operação extensa. Trump expressou frustração com limitações para um ataque eficaz, comparando a uma incursão ineficaz como contra a Venezuela.
Os EUA mantêm um grande dispositivo naval e aéreo no Golfo para detectar e responder a ameaças, em meio a relatos de preparativos para operações que poderiam durar semanas. A Casa Branca pressiona por um acordo que impeça o Irã de reconstruir capacidades nucleares ou de mísseis, após ataques seletivos em instalações iranianas em 2025.
O tema deve ganhar destaque no discurso de Trump ao Congresso (State of the Union) nesta terça à noite, com foco em segurança nacional e Oriente Médio.


















