Ministro do STF disponibiliza estrutura da Polícia Federal, incluindo aeronave, para deslocamento voluntário do dono do Banco Master; oitiva marcada para 3 de março em Brasília.
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, garantiu a estrutura da Polícia Federal (PF) — incluindo possível uso de aeronave — para o transporte do empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, ao Senado Federal. A informação foi confirmada por senadores da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) após reunião com o magistrado nesta terça-feira (24).
Vorcaro se comprometeu a prestar depoimento presencial na CAE na próxima terça-feira (3 de março), em Brasília, onde será ouvido como testemunha nas investigações sobre irregularidades financeiras, fraudes em consignados do INSS e operações do conglomerado Master/Reag. O empresário cumpre prisão domiciliar com tornozeleira eletrônica, o que exigiu definição específica sobre logística, custódia e escolta.
De acordo com o líder do MDB no Senado, Eduardo Braga (AM), Mendonça demonstrou disposição para viabilizar o deslocamento voluntário:
“Mendonça está disposto a disponibilizar toda a estrutura da Polícia Federal para fazer o transporte de forma voluntária do senhor Vorcaro. Inclusive, de aeronave.”
O avião da PF também poderá ser utilizado pela defesa de Vorcaro, se necessário. A medida resolve impasse anterior: na semana passada, Mendonça vetou o uso de jato particular (solicitado pela defesa) e tornou facultativa a presença na CPMI do INSS (onde Vorcaro não compareceu em 23/02). O presidente da CPMI, senador Carlos Viana (Podemos-MG), criticou custos estimados de R$ 150 mil a R$ 200 mil para voo da PF e defendeu que o banqueiro custeasse o próprio transporte.
Senadores como Renan Calheiros (MDB-AL) e Wellington Fagundes (PL-MT) destacaram que a reunião com Mendonça também tratou de custódia e compartilhamento de informações do TCU sobre a liquidação extrajudicial do Banco Master pelo Banco Central.
O depoimento na CAE é parte das apurações paralelas ao caso Master, que envolve suspeitas de fraudes bilionárias, manipulação de balanços e operações indevidas em fundos de investimento. A PF e o STF seguem com inquéritos criminais, enquanto a CVM mapeia mais de 200 processos administrativos relacionados.
A logística com apoio da PF visa garantir a presença sem riscos de fuga ou custos excessivos ao erário, em um contexto de pressão do Congresso por transparência nas investigações financeiras.


















