Diplomata Ricardo Primo Portugal foi sabatinado e aprovado na CRE; retomada gradual ocorre após restrições da pandemia e sanções internacionais
O Senado Federal aprovou a indicação do diplomata Ricardo Primo Portugal para chefiar a Embaixada do Brasil em Pyongyang, na República Popular Democrática da Coreia (Coreia do Norte). A decisão foi tomada na Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional (CRE) em 25 de fevereiro de 2026, com parecer favorável do senador Esperidião Amin (PP-SC) e segue para votação final no Plenário.

A embaixada brasileira em Pyongyang, instalada em 2009, sofreu forte restrição operacional devido à pandemia de covid-19 e às sanções internacionais impostas à Coreia do Norte, resultando em uma contínua e drástica regressão nas relações bilaterais nos últimos anos. A ditadura norte-coreana iniciou um processo de reabertura gradual às relações exteriores em 2024, autorizando o Brasil entre os primeiros países a restabelecer atividades diplomáticas.
O plano estratégico apresentado por Portugal prevê a recuperação e retomada de um relacionamento bilateral que sofreu “uma contínua e drástica regressão” nos últimos anos. Entre os objetivos estão o avanço do diálogo político, a manutenção da presença diplomática apesar das restrições, o acompanhamento da situação de segurança na Península Coreana e o reforço da participação do Brasil em discussões internacionais sobre o tema.
A decisão de instalar a embaixada em Pyongyang, em 2009, teve como finalidade contribuir para a aproximação do país com a comunidade internacional, “além de abrir novas oportunidades de atuação política, econômica e comerciais do Brasil na região”. O Brasil mantém posição favorável ao desarmamento nuclear e balístico completo, verificável e irreversível da Coreia do Norte.
O Brasil é o único país das Américas a manter embaixadas nas duas Coreias (do Norte e do Sul). As relações diplomáticas datam de 2001, com a embaixada norte-coreana instalada em Brasília em 2005. O comércio bilateral permanece limitado, com exportações esporádicas de produtos alimentícios e matérias-primas na década de 2010.


















