Pré-candidato à Presidência pelo Novo anuncia reforma radical no Supremo e critica “farra dos intocáveis”; governador mineiro diz que dois ministros precisam ser investigados e presos “em nome da democracia”
O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), pré-candidato à Presidência da República, defendeu uma profunda reforma no Supremo Tribunal Federal (STF) e chegou a sugerir a prisão de dois ministros da Corte, de acordo com a matéria do Metrópoles.

Durante evento no Instituto Tomie Ohtake, em São Paulo, Zema apresentou as primeiras diretrizes de seu plano de governo e atacou duramente o que chamou de “farra dos intocáveis” no Judiciário.
Confira a declaração de Romeu Zema sobre o STF:
“A primeira coisa que eu vou fazer é acabar com a farra dos intocáveis. Minha primeira medida será propor ao Congresso um novo Supremo, um Supremo em que seus membros prestem contas dos seus atos. Um Supremo em que parentes de ministros não possam ter negócios jurídicos. Um Supremo com idade mínima de 60 anos e mandato de 15, para que seja a coroação de uma carreira irretocável.”
Zema foi ainda mais direto ao falar sobre os ministros Dias Toffoli e Alexandre de Moraes:
“O Judiciário é importantíssimo, mas hoje ele está sendo o contrário. Hoje os exemplos piores do Brasil estão vindo do Supremo Tribunal Federal, que se transformou no balcão de negócios, está claríssimo. E precisamos não só tirar dois ministros [Dias Toffoli e Alexandre de Moraes] de lá, pelo que já se viu, como também mandá-los para a prisão, em nome de uma democracia.”
O pré-candidato também defendeu outras medidas polêmicas, como redução da maioridade penal, anistia aos condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023, fim das “saidinhas” de presos e classificação de facções criminosas como terrorismo.
Zema ainda rebateu críticas recentes feitas pelo ministro Gilmar Mendes, que ironizou suas declarações sobre o STF.
Fonte: Metrópoles


















