Carlos Viana formaliza requerimento após aprovação polêmica da quebra de sigilo; relatório abrange período de 2022 a 2026 e visa investigar suposta ligação com “Careca do INSS
O presidente da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS, senador Carlos Viana (Podemos-MG), requereu formalmente ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) o envio de relatório de inteligência financeira sobre Fábio Luís da Silva, conhecido como Lulinha, filho do petista Lula da Silva.

O pedido foi oficializado por meio do Ofício nº 1978/2026 – CPMI-INSS, expedido no próprio dia da deliberação (quinta-feira, 26), com base no artigo 58, §3º da Constituição Federal e no Regimento Interno do Senado. O Coaf tem prazo de até cinco dias úteis para disponibilizar o Relatório de Inteligência Financeira (RIF) referente ao período de 1º de janeiro de 2022 a 31 de janeiro de 2026.
O requerimento de quebra de sigilo fiscal e bancário de Lulinha foi aprovado pela CPMI em votação “em bloco” que incluiu mais de 80 itens, gerando controvérsia. A base governista contesta o resultado, alegando irregularidades no quórum e na contagem de votos, e recorreu ao presidente do Congresso Nacional, senador Davi Alcolumbre (União-AP), que analisa imagens da sessão e consulta técnicos para decidir sobre a validade da medida. A decisão é esperada na próxima semana.
O relator da CPMI, deputado Alfredo Gaspar (União-AL), justificou a inclusão do nome de Lulinha com base em suspeitas de que ele teria atuado como “sócio oculto” do empresário Antônio Camilo Antunes, o “Careca do INSS” — preso desde setembro de 2025 por suposto envolvimento no esquema de descontos ilegais em benefícios previdenciários.
Carlos Viana criticou a tática da oposição governista na sessão:
“estratégia de votar tudo em bloco para impedir o avanço dos requerimentos”.
A CPMI investiga desvios bilionários no INSS por meio de entidades associativas que cobravam mensalidades indevidas de aposentados e pensionistas. A quebra de sigilo de Lulinha já havia sido autorizada pela Polícia Federal e pelo STF (ministro André Mendonça) em inquérito paralelo, com cruzamento de dados em andamento.
O Coaf deve cumprir o prazo independentemente da análise de Alcolumbre sobre a votação, mas eventual invalidação da quebra pode suspender os efeitos do relatório.


















