Ministro do STF atende pedido da defesa de Roberta Luchsinger e paralisa acesso a dados bancários e fiscais; Defesa de Luninha enxerga na liminar concedida pelo ministro Flávio Dino uma brecha jurídica para questionar e possivelmente anular a quebra de seus próprios sigilos bancário e fiscal, aprovada pela CPMI do INSS.
O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), suspendeu a quebra dos sigilos bancário e fiscal da empresária Roberta Luchsinger, determinada pela CPMI do INSS.
A decisão monocrática, proferida em 4 de março de 2026, atende a recurso da defesa de Luchsinger, que alegou ilegalidades na deliberação da comissão. A medida paralisa o acesso a movimentações financeiras e declarações fiscais da investigada até julgamento definitivo do mérito no STF.
Roberta Luchsinger é amiga próxima de Fábio Luís Lula da Silva, o “Lulinha”, filho do petista Lula da Silva (PT), e foi incluída nas investigações da CPMI por suspeitas de envolvimento indireto no esquema de descontos fraudulentos em benefícios previdenciários.
A estratégia da defesa de Lulinha é protocolar no STF um pedido de extensão da liminar ou um novo mandado de segurança, alegando que o vício formal da deliberação coletiva contamina todas as quebras aprovadas na mesma sessão, inclusive a do filho do presidente.
Se acolhida, a tese poderia paralisar o acesso da comissão aos dados financeiros de Lulinha, enfraquecendo uma das principais linhas de investigação sobre possíveis conexões com o esquema do “Careca do INSS”.


















