Ministro do STF André Mendonça critica condução da PGR no caso Banco Master; despacho destaca “escancarada” divergência entre PF, Procuradoria-Geral e Supremo em apuração de fraudes e conexões políticas
O ministro André Mendonça, relator no Supremo Tribunal Federal (STF) dos inquéritos relacionados ao Banco Master, apontou de forma explícita uma divergência grave na condução das investigações entre a Polícia Federal (PF), a Procuradoria-Geral da República (PGR) e o próprio Supremo.
Em despacho recente, Mendonça fez uma crítica direta ao procurador-geral Paulo Gonet, classificando a situação como “totalmente escancarada” e afirmando que deu um “puxão de orelha” na PGR pela forma como o caso vem sendo tratado.
A divergência envolve principalmente o ritmo e a profundidade das apurações sobre fraudes bilionárias no Banco Master, possíveis conexões com figuras políticas, lavagem de dinheiro e uso de recursos do Fundo Garantidor de Créditos (FGC). Enquanto a PF avançou com operações e quebras de sigilo, a PGR tem se posicionado de forma mais cautelosa em alguns pedidos, gerando atrito com o relator do STF.
O despacho de Mendonça reforça a necessidade de alinhamento entre os órgãos e pode pressionar a PGR a acelerar ou ajustar sua atuação no caso, que já envolveu quebra de sigilos de empresários, lobistas e pessoas próximas ao governo Lula.


















