Levantamento do Metrópoles mostra que companhias ligadas a Fábio Luís Lula da Silva, filho do petista Lula, estão registradas em imóveis sem atividade ou com aparência de desocupados; descoberta ocorre em meio a quebra de sigilos bancários e investigações da CPMI do INSS
Um levantamento realizado pela coluna de Andreza Matais, do Metrópoles, revelou que várias empresas controladas por Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do petista Lula da Silva, estão registradas em endereços comerciais em São Paulo que apresentam sinais de desocupação ou ausência de operação efetiva.

Imagens e vistorias realizadas nos locais mostram fachadas fechadas, placas antigas sem manutenção, ausência de movimento de funcionários e aparência de imóveis vazios ou abandonados. Alguns endereços aparecem como sedes de holdings, empresas de tecnologia e entretenimento, mas não apresentam sinais visíveis de atividade empresarial recente.
A descoberta ganha relevância após a quebra de sigilo bancário autorizada pela CPMI do INSS, que identificou movimentação de R$ 19,3 milhões em uma única conta de Lulinha entre 2022 e 2025, incluindo repasses do próprio presidente Lula, de Paulo Okamotto e pagamentos a figuras investigadas como Jonas Suassuna e Kalil Bittar.
A situação alimenta questionamentos sobre a real operação e finalidade das empresas ligadas ao filho do presidente, especialmente em um contexto de intensa fiscalização sobre possíveis conexões com o esquema de descontos indevidos no INSS e o lobista Antônio Carlos Camilo Antunes (“Careca do INSS”).


















