Ministro do STF assume papel de relator em pedido de comissão parlamentar de inquérito que investiga supostas irregularidades no Banco Master
O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), foi sorteado como relator do requerimento apresentado no Senado Federal que pede a abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar o caso do Banco Master. A designação ocorreu por meio de sorteio eletrônico realizado pela Secretaria-Geral da Mesa do Senado, de acordo com a matéria do Metrópoles.

O pedido de CPI foi protocolado pela oposição e busca apurar supostas irregularidades financeiras, fraudes, lavagem de dinheiro e possíveis conexões políticas envolvendo o ex-controlador do banco, Daniel Vorcaro, além de tentativas frustradas de venda de ativos ao Banco de Brasília (BRB) e movimentações questionadas pelo Banco Central e pela Polícia Federal.
A relatoria de Toffoli coloca o ministro em posição central para analisar o mérito do requerimento, incluindo a verificação do número de assinaturas (mínimo de 27 senadores), a delimitação do fato determinado e a compatibilidade com as regras regimentais do Senado. Caso o pedido atenda aos requisitos constitucionais e regimentais, a CPI pode ser instalada independentemente de deliberação da Mesa Diretora, conforme precedentes do STF em casos semelhantes.
O sorteio eletrônico é procedimento padrão do Senado para distribuição de processos e requerimentos que demandam relatoria, evitando indicações manuais e garantindo imparcialidade formal. A escolha de Toffoli, no entanto, já gera debates políticos, dado o contexto das investigações envolvendo o Banco Master — que incluem menções a autoridades com foro privilegiado e possíveis remessas ao STF.
A oposição, liderada por senadores como Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e outros articuladores do PL e Republicanos, pressiona pela instalação rápida da comissão para investigar o que chamam de “escândalo bilionário” com repercussões no sistema financeiro e na esfera política


















