Ministro alegou ‘motivo de foro Ãntimo’ para se afastar do pedido apresentado pelo Deputado Rodrigo Rollemberg; Cristiano Zanin assume como novo relator após novo sorteio
O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), declarou-se suspeito para analisar o mandado de segurança apresentado pelo deputado Rodrigo Rollemberg (PSB-DF) que cobra a instalação imediata de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) na Câmara dos Deputados para investigar supostas irregularidades financeiras envolvendo o Banco Master e o Banco de BrasÃlia (BRB), de acordo com a matéria do G1.

Toffoli, que havia sido sorteado relator do processo na tarde desta quarta-feira (11), justificou sua decisão em despacho oficial: “Declaro minha suspeição por motivo de foro Ãntimo. Determino à Secretaria Judiciária que encaminhe o processo à Presidência desta Suprema Corte para a adoção das providências que julgar pertinentes”.
Com a suspeição, um novo sorteio eletrônico foi realizado, e o ministro Cristiano Zanin foi designado como o novo relator da ação. O pedido de Rollemberg argumenta que o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), tem adiado sem justificativa a instalação da CPI, apesar de o requerimento ter alcançado o número mÃnimo de assinaturas há mais de 30 dias.
A decisão de Toffoli ocorre em um contexto sensÃvel para o ministro, que já havia deixado a relatoria das investigações criminais do caso Banco Master em fevereiro de 2026, após revelações de que ele era sócio de uma empresa que vendeu participação em um resort no Paraná a fundos ligados ao ex-controlador do banco, Daniel Vorcaro. Desde então, o ministro André Mendonça assumiu esse inquérito.
A suspeição reforça o afastamento de Toffoli de processos diretamente relacionados ao escândalo do Banco Master, que envolve fraudes estimadas em bilhões de reais, operações da PolÃcia Federal (como a Compliance Zero) e prisões, incluindo a recente volta de Vorcaro à cadeia autorizada por Mendonça.


















