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Governo Lula empenha R$ 12 bilhões em emendas parlamentares

Medida ocorre às vésperas da sabatina de Jorge Messias no STF; Liberação de recursos ocorre no momento em que o Palácio do Planalto busca apoio no Senado para aprovação do nome do atual AGU à vaga no Supremo Tribunal Federal

O governo federal acelerou significativamente o empenho de emendas parlamentares neste mês de abril. Apenas nas últimas semanas, foram empenhados cerca de R$ 12 bilhões em recursos destinados a parlamentares, um movimento que coincide com a proximidade da sabatina do advogado-geral da União, Jorge Messias, indicado por Lula para o Supremo Tribunal Federal (STF).

Fonte Caetano Tonet, Vinicius Cassela do G1

Confira a análise da jornalista da Globo News:

De acordo com dados do Orçamento da União, o governo tem obrigação legal de pagar R$ 17,3 bilhões em emendas parlamentares até o dia 30 de junho de 2026. Até o início de abril, apenas R$ 389,8 milhões (menos de 2%) haviam sido empenhados. Agora, o montante comprometido saltou para mais de 58% do total previsto para o primeiro semestre.

O empenho significa que o governo reservou o dinheiro e assumiu o compromisso de efetuar o pagamento. A maior parte desses recursos refere-se às chamadas “emendas PIX” e emendas destinadas a fundos de saúde e assistência social.

A sabatina de Jorge Messias está marcada para esta quarta-feira (29) na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado. Para avançar, ele precisa de pelo menos 14 votos na comissão. No plenário, serão necessários 41 votos para aprovação.

Entre os partidos que mais tiveram recursos empenhados estão:

  • PL (oposição): R$ 479 milhões 
  • MDB: R$ 372,7 milhões 
  • PSD: R$ 366,2 milhões 
  • PT (partido do presidente Lula): R$ 281,2 milhões

Os senadores que mais se destacaram no volume de emendas empenhadas foram Eduardo Braga (MDB-AM), com R$ 71,2 milhões, Romário (PL-RJ), com R$ 68,7 milhões, e Jader Barbalho (MDB-PA), com R$ 62,4 milhões.

Apesar do forte aumento no empenho, o ritmo efetivo de pagamento das emendas ainda é baixo. Até o momento, o governo quitou apenas 2,28% do valor total que deveria ser pago no primeiro semestre

Fonte: G1

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