Ex-líder venezuelano detido nos EUA desde Janeiro reclama status e condições de cela em gritos noturnos
Nicolás Maduro, ex-presidente da Venezuela capturado em operação militar dos Estados Unidos em Caracas no início de janeiro, tem gritado quase todas as noites na prisão, afirmando seu status e alegando sequestro. Detido no Centro de Detenção Metropolitano de Brooklyn desde 3 de janeiro, Maduro enfrenta acusações graves de narcoterrorismo, conspiração para importar cocaína aos EUA, uso e posse de metralhadoras e dispositivos explosivos, de acordo com a matéria do Correio da Manhã.

De acordo com relatos de um advogado de outro detento venezuelano no mesmo módulo, Maduro repete alto: “Eu sou o presidente da Venezuela! Digam no meu país que fui sequestrado, que estamos a ser maltratados aqui!”.
Os gritos ocorrem no confinamento quase permanente da cela de cerca de 3 metros por 2 metros, equipada apenas com beliche fixo, lavatório e pequena janela. Os detentos saem algemados por uma hora três vezes por semana para banho, telefone, e-mails ou um pátio fechado.
O Centro de Detenção Metropolitano de Brooklyn é descrito por especialistas como um “inferno na Terra”, com superlotação, falta de verbas, abandono, portas abrindo e fechando constantemente, gritos noturnos e surtos psiquiátricos.
Maduro obteve vista para consultar documentos em 30 de janeiro, mas enfrenta dificuldades financeiras para a defesa, pois os EUA bloquearam acesso a fundos do governo venezuelano para honorários advocatícios. A próxima audiência está marcada para o fim de março.
O caso marca o fim do regime chavista após décadas e reforça a estratégia americana de desmantelar lideranças ligadas ao narcotráfico na América Latina.
Fonte: Correio da Manhã – https://www.cmjornal.pt/mais-cm/especiais/crise-na-venezuela/amp/sou-o-presidente-da-venezuela-digam-no-meu-pais-que-fui-sequestrado-os-gritos-de-maduro-na-prisao


















