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Advogado preso atuou como laranja para Banco Master e Reag adquirirem ações do BRB

Daniel Monteiro comprou e repassou ações do banco público por R$ 84 milhões a fundos ligados ao grupo; esquema permitiu que Master e Reag controlassem 25% do capital do BRB de forma irregular

O advogado Daniel Monteiro, preso pela Polícia Federal nesta quinta-feira na quarta fase da Operação Compliance Zero, atuou como “laranja” para que o Banco Master e a Reag comprassem ações do Banco de Brasília (BRB) e ingressassem no capital da instituição pública, de acordo com a matéria do Metrópoles.

Fonte Lilian Tahan, Isadora Teixeira do Metrópoles

Confira a análise da jornalista da Globo news sobre a prisão do advogado Daniel Monteiro:

De acordo com documentos enviados ao Banco Central pelo próprio BRB, Monteiro adquiriu ações e as repassou (“vendeu”) aos fundos Delta e Borneo, ligados ao grupo Master/Reag, pelo valor total de R$ 84 milhões. Os recursos para a operação vieram de um empréstimo concedido pela Cartos, empresa que integrava a estrutura do Banco Master para gerar créditos consignados fraudulentos posteriormente vendidos ao BRB.

Hoje, o Master e a Reag controlam juntos 25% do capital do BRB. A investigação aponta que a entrada desses investidores no banco estatal ocorreu de forma irregular, utilizando interpostas pessoas (laranjas) para ocultar a real origem dos recursos e a participação de Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master.

Além de Monteiro, outros empresários também atuaram como laranjas no esquema, incluindo o presidente do Sinduscon-DF, Adalberto Valadão Júnior, e Leonardo Ávila, que cederam direitos de subscrição de ações para viabilizar a operação.

Em fevereiro de 2026, a 13ª Vara Cível do Distrito Federal determinou o bloqueio imediato de todas as ações ligadas ao grupo, incluindo as de Monteiro e de diversos fundos. O BRB informou que os empresários investigados na Operação Compliance Zero integraram o capital social do banco de maneira ilegal.

A PF e o Ministério Público Federal investigam crimes de corrupção, lavagem de dinheiro, gestão fraudulenta e organização criminosa. O esquema também envolve a compra de carteiras de crédito sem lastro pelo BRB, que teria adquirido R$ 12,2 bilhões em ativos problemáticos originados no Banco Master.

Fonte: Metrópoles

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