Relatório americano revela que Ramagem não foi preso por “fuga” ou “risco de fuga”, mas por questões migratórias após cassação do mandato; documento expõe contradições na versão do governo brasileiro
Um documento oficial das autoridades americanas desmente a versão apresentada pelo governo Lula sobre a prisão de Alexandre Ramagem nos Estados Unidos e revela que a Polícia Federal (PF) errou ao informar os motivos da detenção do ex-diretor da Abin.
Eduardo Bolsonaro se manifestou sobre a revelação do governo americano, confira:

Ramagem foi detido na segunda-feira (13) pelo Serviço de Imigração e Controle de Aduanas (ICE) em Orlando, na Flórida, e liberado na quarta-feira (15) após dois dias. O governo brasileiro havia sustentado que a prisão ocorreu devido a “risco de fuga” e por supostas tentativas de obstrução da Justiça brasileira.
No entanto, o documento oficial dos EUA, obtido e divulgado nesta quinta-feira, esclarece que a detenção se deu exclusivamente por questões migratórias: Ramagem estava com o visto irregular após a cassação de seu mandato parlamentar em dezembro de 2025, o que resultou na perda automática do passaporte diplomático.
O texto americano não faz qualquer menção a “fuga”, “risco de fuga” ou obstrução de Justiça — argumentos centrais usados pela PF e pelo governo brasileiro para justificar a prisão e o pedido de extradição.
Fontes próximas ao caso afirmam que o erro da Polícia Federal ao repassar informações incorretas às autoridades americanas gerou constrangimento diplomático e enfraqueceu o pedido de extradição feito pelo Brasil.
Aliados de Ramagem, incluindo o senador Flávio Bolsonaro e o Eduardo Bolsonaro, comemoraram a soltura e reforçaram a tese de perseguição política. Eduardo Bolsonaro, que atuou diretamente em Washington junto com Paulo Figueiredo, destacou que a liberação foi possível graças à intervenção junto ao governo Trump.
A defesa de Ramagem já prepara o pedido formal de asilo político nos Estados Unidos, argumentando que ele não teria condições de ter um julgamento imparcial no Brasil.


















