Petista afirma que é preciso “regular tudo que é digital” para evitar suposta intromissão externa, mas críticos veem na proposta mais uma ferramenta de censura e restrição à liberdade de expressão nas redes sociais.
Durante entrevista coletiva na Espanha, ao lado do primeiro-ministro espanhol Pedro Sánchez, o petista Lula da Silva defendeu explicitamente a ampliação do controle governamental sobre todo o ambiente digital no Brasil.
Em declaração que gerou forte repercussão, Lula afirmou que o governo pretende avançar ainda mais na regulação das plataformas, redes sociais e conteúdos online, justificando a medida como forma de proteger a soberania nacional, confira:
“Temos que regular tudo o que é digital, para que a gente dê soberania ao nosso país, e não permita, inclusive, intromissão de fora, sobretudo em um ano eleitoral”, disse o presidente.
A fala ocorre em um momento de forte tensão política no Brasil, com as eleições de 2026 se aproximando. Para muitos analistas e opositores, o discurso de “soberania digital” serve como pretexto para intensificar mecanismos de monitoramento e remoção de conteúdos desconfortáveis ao governo, ampliando o que já vem sendo criticado como censura seletiva nas redes.
Lula ainda mencionou que o Estatuto da Criança e do Adolescente Digital (ECA Digital) foi apenas “o primeiro passo” e que novas regulações estão a caminho. A declaração reforça a intenção do Planalto de expandir o controle sobre o que circula na internet, sob o argumento de combater “intromissões externas” e supostas ameaças à democracia.
Críticos argumentam que, na prática, tais medidas tendem a concentrar poder nas mãos do Estado e de aliados judiciais, limitando o debate livre e o direito de expressão de vozes contrárias ao governo, especialmente em período eleitoral.


















