Governo federal em mais uma manobra eleitoreira anuncia nova rodada de renegociação de dívidas, porém especialistas apontam que o programa ignora juros altos, desequilíbrio fiscal e excesso de crédito
O governo federal anunciou na segunda-feira (27) o Desenrola 2.0, mais uma edição do programa de refinanciamento de dívidas. Segundo análise publicada pela CNN Brasil, trata-se de uma medida com forte viés eleitoreiro que oferece um respiro imediato aos devedores, mas não enfrenta os problemas estruturais que levaram o Brasil a registrar recordes de endividamento.

Confira a análise do jornalista da CNN BRASIL:
Na primeira versão do programa, as dívidas foram aliviadas temporariamente, mas voltaram a explodir com o aumento das taxas de juros. O novo desenho, apresentado pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, segue o mesmo roteiro: prioriza o alívio rápido em vez de atacar as raízes do problema.
Entre os fatores não resolvidos pelo programa estão o descontrole das contas públicas, o crescimento acelerado da dívida federal, a oferta desenfreada de crédito à população e a baixa educação financeira dos brasileiros. Esses elementos continuam pressionando as famílias e empresas, tornando o endividamento um problema crônico.
O próprio ministro da Fazenda alertou a população para não contar com uma nova rodada de renegociação tão cedo. Ele destacou o risco moral de medidas como essa, que podem criar a expectativa permanente de que devedores sempre terão uma nova chance de renegociar — especialmente em anos eleitorais.
Fonte: CNN BRASIL


















