Novas diretrizes energéticas focadas em combustíveis fósseis geram crise de narrativa para a cúpula do clima em Belém
O governo federal surpreendeu o cenário internacional ao intensificar investimentos e subsídios para as cadeias de carvão mineral e gás natural, setores considerados vilões da descarbonização. A movimentação ocorre em um momento crítico, faltando pouco tempo para a realização da COP-30 no Brasil, e levanta dúvidas sobre a viabilidade das metas ambientais brasileiras diante do novo pragmatismo econômico do Palácio do Planalto.

A aposta no fortalecimento da matriz fóssil é vista por analistas como um “balde de água fria” nas expectativas de que o Brasil lideraria a transição energética global. Enquanto o Ministério do Meio Ambiente tenta manter o foco na preservação da Amazônia, as pastas de Minas e Energia e da Fazenda têm dado sinais claros de que o crescimento econômico imediato passará pela exploração intensiva de hidrocarbonetos.
A estratégia de “apostar tudo” em fontes não renováveis pode isolar o Brasil nas negociações climáticas de 2026. Parceiros estratégicos na Europa e nos Estados Unidos já sinalizam preocupação com o que chamam de “retrocesso ambiental planejado”.


















