Chanceler brasileiro responde a questionamento do STF e classifica contato como interferência externa em período pré-eleitoral; Itamaraty não recebeu pedido formal de encontro diplomático
O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, informou ao Supremo Tribunal Federal (STF) que o governo dos Estados Unidos não comunicou oficialmente qualquer agenda diplomática envolvendo o assessor sênior Darren Beattie durante sua passagem pelo Brasil, de acordo com a matéria do O Globo.

Em resposta ao questionamento do ministro Alexandre de Moraes, Vieira destacou que não houve solicitação formal via canais diplomáticos para reunião com autoridades brasileiras ou visita ao presidente Jair Bolsonaro (PL) na prisão.
No ofício enviado ao STF, o chanceler afirmou que “o governo dos Estados Unidos não avisou sobre visita de assessor de Trump a Bolsonaro” e classificou a tentativa de encontro como “indevida ingerência em ano eleitoral”.
A manifestação reforça a posição do Itamaraty de que contatos não oficiais, feitos por e-mail e WhatsApp, não configuram agenda diplomática reconhecida e podem ser interpretados como interferência externa em período sensível da política brasileira, com as eleições presidenciais de 2026 se aproximando.
A declaração ocorre após Moraes ter solicitado esclarecimentos ao Ministério das Relações Exteriores para avaliar se haveria flexibilidade na data autorizada para a visita de Beattie à Papudinha (19º Batalhão da PMDF), inicialmente marcada para 18 de março. A defesa de Bolsonaro havia pedido alteração para 16 ou 17 de março, alegando incompatibilidade com a agenda curta do assessor americano.
A ausência de comunicação oficial pelo Departamento de Estado levou o Itamaraty a concluir que não se tratava de missão diplomática formal.
Fonte: O GLOBO


















