Após o veto histórico à sua indicação ao STF, o advogado-geral da União aponta articulação do presidente do Senado e de ministro do Supremo
A rejeição do nome de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal (STF) gerou uma reação enérgica nos corredores de Brasília. Segundo interlocutores, Messias afirmou a aliados que sua derrota foi resultado de um “golpe” articulado pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), com o apoio do ministro Alexandre de Moraes. O revés histórico fez com que a ala governista entrasse em “modo guerra”.

A votação secreta de 42 votos a 34, que barrou o indicado de Luiz Inácio Lula da Silva pela primeira vez em 132 anos, consolidou um clima de rompimento político. Em declarações feitas após o resultado, o advogado-geral da União (AGU) defendeu sua trajetória, mas reconheceu o impacto do processo:
Nos bastidores do Palácio do Alvorada, o governo mapeou dissidências e agora prevê exonerações de cargos ligados a partidos que não seguiram a orientação governista. A avaliação da cúpula do Executivo é de que a articulação contra Messias uniu interesses da oposição e de integrantes do Judiciário contrários a novas dinâmicas na correlação de forças da corte.
Com o cenário de crise institucional, o governo se prepara para reavaliar sua base e focar na nova indicação que deverá ser enviada ao Senado nas próximas semanas.
Fonte: G1

















