Segundo a Polícia Federal, Rafael Góis e Luiz Rubini se aproveitaram de estrutura com cerca de 100 empresas de fachada controlada por Thiago Branco de Azevedo, o Ralado, do CV paulista, para movimentar recursos ilícitos; operação Fallax mira esquema que causou prejuízo superior a R$ 500 milhões
A cúpula do Grupo Fictor utilizou uma rede de “laranjas” ligada a uma célula paulista do Comando Vermelho (CV) para lavar dinheiro obtido em fraudes bancárias. A informação foi revelada pela Polícia Federal durante a Operação Fallax, deflagrada nesta quarta-feira (25 de março de 2026), de acordo com a matéria do Metrópoles.

O CEO e sócio do Grupo Fictor, Rafael Góis, e o ex-sócio Luiz Rubini são alvos da investigação. Segundo a PF, os dois usaram a estrutura criada por Thiago Branco de Azevedo, conhecido como Ralado, que mantinha cerca de 100 empresas de fachada. Essas empresas eram abertas com documentos falsos, em nome de pessoas que muitas vezes nem sabiam que estavam sendo usadas, para obter empréstimos bancários e movimentar valores ilícitos.
A PF afirma que o contato com o grupo de laranjas do CV se dava por meio de Thiago Branco de Azevedo. “Segundo a PF, Góis e Rubini teriam utilizado a rede criada por Ralado para movimentar dinheiro de forma ilícita”.
A rede de laranjas foi descoberta pelo Ministério Público de São Paulo em 2024, durante investigação sobre o Bando do Magrelo, gangue que disputava pontos de tráfico com o PCC no interior paulista. O líder Anderson Ricardo de Menezes, o Magrelo, era associado ao Comando Vermelho. Após a prisão de Magrelo, a própria facção carioca teria assumido o controle da região.
A Operação Fallax cumpre, ao todo, 43 mandados de busca e apreensão e 21 mandados de prisão preventiva em São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia. Até a manhã desta quarta, 13 pessoas já haviam sido presas. A Justiça determinou ainda o bloqueio e sequestro de bens até o limite de R$ 47 milhões, além da quebra de sigilo bancário e fiscal de dezenas de pessoas físicas e jurídicas.
As fraudes investigadas podem ultrapassar R$ 500 milhões e envolvem principalmente a Caixa Econômica Federal, além de outros bancos. O esquema funcionava com a cooptação de funcionários das instituições financeiras, que inseriam dados falsos nos sistemas para permitir saques e transferências indevidas. Os valores eram depois convertidos em bens de luxo e criptoativos.
Fonte: METRÓPOLES


















