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Vorcaro deve permanecer preso indefinidamente e emendar prisão preventiva

Supremo não deve conceder domiciliar ao ex-banqueiro do Banco Master; delação em negociação pode reduzir pena, mas ele cumprirá parte em regime fechado e pagará multa recorde

O ex-banqueiro Daniel Vorcaro, principal envolvido no escândalo do Banco Master, não deve mais deixar a prisão. Segundo informações obtidas pela coluna, não há disposição no Supremo Tribunal Federal (STF) para que ele aguarde o julgamento em prisão domiciliar, de acordo com a matéria do Metrópoles.

Fonte Andreza Matais do Metrópoles

Vorcaro está detido preventivamente desde o dia 4 de março, em regime fechado. O período cumprido na preventiva será descontado da pena final que vier a ser imposta. A manutenção da prisão antes da condenação se baseia no entendimento do Supremo de que o empresário atuava para prejudicar as investigações.

Ele já iniciou tratativas para uma delação premiada. Em troca de informações relevantes, a defesa deve negociar a redução da pena. Mesmo assim, Vorcaro deverá cumprir parte significativa da condenação em regime fechado. O julgamento completo do caso só deve ocorrer em 2027, dada a complexidade do processo, o grande número de envolvidos e o volume de documentos apreendidos.

Além da pena privativa de liberdade, Vorcaro enfrentará uma multa que pode se tornar a maior já aplicada em um acordo de delação no Brasil. O valor será calculado com base no montante de propinas pagas e no prejuízo causado a clientes do banco e ao Fundo Garantidor de Crédito (FGC). O rombo total no sistema financeiro chega a R$ 56 bilhões.

O ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad classificou o esquema como “a maior fraude bancária da história do Brasil”.

A multa, embora elevada, não deve ultrapassar o patrimônio declarado por Vorcaro. Para comparação, na Operação Lava Jato, o grupo Odebrecht (hoje Novonor) fechou delação com multa de R$ 8,5 bilhões, parcelada em 23 anos. Já o grupo J&F dos irmãos Batista foi multado inicialmente em R$ 10 bilhões, valor depois reduzido para R$ 3,5 bilhões.

Vorcaro havia sido preso pela primeira vez em 17 de novembro de 2025, permanecendo 12 dias detido antes de passar para tornozeleira eletrônica. A nova prisão preventiva ocorreu após a Polícia Federal apontar que ele continuou praticando atos ilícitos mesmo em liberdade.

Fonte: METRÓPOLES

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