Documento elaborado pelo deputado Alfredo Gaspar inclui nomes como Lulinha (filho do petista Lula), Daniel Vorcaro (Banco Master) e o lobista conhecido como Careca do INSS; leitura ocorreu horas após o STF barrar a prorrogação dos trabalhos da comissão
O relatório final da CPMI do INSS solicita o indiciamento de 216 pessoas por suposto envolvimento em um esquema de fraudes bilionárias contra aposentados e pensionistas da Previdência Social. O documento começou a ser lido na manhã desta sexta-feira (27) pelo relator, deputado federal Alfredo Gaspar (União Brasil-AL).

A comissão investigou o desvio de recursos de benefícios previdenciários, escândalo revelado inicialmente pelo Metrópoles. Entre os principais nomes citados para indiciamento estão:
- Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do petista Lula da Silva, descrito no relatório como empresário;
- Daniel Vorcaro, dono do Banco Master;
- Antônio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”, apontado como um dos operadores centrais do esquema;
- A deputada federal Gorete Pereira (MDB-CE), que recentemente foi alvo da Operação Indébito da Polícia Federal.
O relatório também menciona empresários, dirigentes de entidades representativas de aposentados, operadores do sistema financeiro, servidores públicos, ex-presidentes do INSS, diretores da Dataprev e outros facilitadores do esquema criminoso.
A leitura do parecer ocorre em meio à decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que na véspera barrou a prorrogação dos trabalhos da CPMI, determinando o encerramento oficial dos trabalhos até este sábado (28).
O documento final tem milhares de páginas e traz um conjunto amplo de pedidos de indiciamento por crimes como organização criminosa, lavagem de dinheiro, corrupção e tráfico de influência, entre outros.
Fonte: METRÓPOLES


















