E-3 Sentry avaliado em US$ 270 milhões (R$ 1,35 bilhão) foi partido ao meio na Base Aérea Prince Sultan; 12 militares americanos feridos, dois em estado grave
Um ataque iraniano com mísseis e drones destruiu completamente um avião de vigilância E-3 Sentry da Força Aérea dos Estados Unidos na Base Aérea Prince Sultan, na Arábia Saudita, no domingo (29 de março de 2026). O incidente deixou ao menos 12 militares norte-americanos feridos, dois deles em estado grave, e representa um duro golpe na capacidade de monitoramento aéreo americano na região do Golfo Pérsico.

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Imagens que circulam nas redes sociais e foram verificadas por agências internacionais mostram a aeronave destruída, com a fuselagem “partida ao meio”. A localização das fotos foi confirmada pela CNN por meio de comparação com imagens de satélite da base saudita.
O E-3 Sentry, equipado com o sistema AWACS (Airborne Warning and Control System), é uma das aeronaves mais estratégicas dos EUA. Seu radar rotativo permite monitorar vastas áreas do espaço aéreo, detectar ameaças a longa distância e coordenar operações de combate em tempo real. Analistas militares ouvidos pela CNN classificaram a perda como “um golpe sério” na vigilância americana.
“Isso pode afetar a capacidade dos EUA de controlar aeronaves de combate e protegê-las de ameaças hostis”, declarou o analista militar Cedric Leighton, ex-coronel da Força Aérea norte-americana.
A aeronave destruída tem valor estimado em US$ 270 milhões (cerca de R$ 1,35 bilhão). Especialistas destacam que não há substitutos imediatos disponíveis: o modelo sucessor mais próximo, o E-7 Wedgetail, ainda está em fase de desenvolvimento e custa aproximadamente US$ 700 milhões por unidade.
Além do E-3 Sentry, o ataque também atingiu aviões de reabastecimento KC-135, um dos quais pegou fogo. A Base Prince Sultan, localizada a cerca de 96 km de Riad, já havia sido alvo de outras ofensivas recentes. Antes do incidente, os EUA contavam com cerca de 16 aeronaves E-3 em operação mundial, sendo seis delas posicionadas nessa base saudita.
O ataque, que envolveu ao menos um míssil e vários drones, foi reivindicado indiretamente pela agência Fars, ligada à Guarda Revolucionária do Irã, que informou que um drone Shahed atingiu diretamente o alvo. O Comando Central dos EUA (CentCom) ainda não divulgou pronunciamento oficial sobre o caso.


















