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Decisão de Toffoli na Lava Jato é usada pelos EUA para justificar novo tarifaço contra o Brasil

Relatório comercial de Washington aponta insegurança jurídica após anulação de provas e ecoa alertas da OCDE sobre impunidade no país

A escalada nas tensões comerciais entre o Brasil e os Estados Unidos ganhou um novo e complexo capítulo institucional. No centro do documento técnico produzido pelas autoridades americanas está uma menção direta à atuação do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Fonte: Felipe Salgado do Metrópoles

O Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) incluiu formalmente o enfraquecimento do combate à corrupção em solo brasileiro como um dos principais argumentos para fundamentar a investigação que pode resultar em novas tarifas e sanções econômicas contra produtos exportados pelo país.

Conforme o relatório que avalia barreiras ao comércio exterior, a reversão de punições e a anulação de evidências de grandes esquemas de corrupção geram preocupações sobre a segurança jurídica e a competitividade justa no mercado global.

O relatório dedica uma seção inteira para analisar o ambiente de integridade institucional do Brasil, destacando de forma explícita o impacto sistêmico do perdão judicial e da invalidação de provas da Operação Lava Jato.

Para sustentar a tese de que o ambiente de conformidade brasileiro sofreu retrocessos, os investigadores de Washington decidiram incorporar e reproduzir em seu parecer as manifestações públicas feitas por entidades fiscalizadoras globais, a exemplo da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).

O embasamento americano reforça a classificação anterior feita pela própria Transparência Internacional, que rotulou a completa invalidação dos processos derivados do grupo Odebrecht como uma grave violação brasileira aos compromissos assumidos na Convenção Antissuborno da OCDE.

O documento em questão faz parte do monitoramento anual de práticas que afetam as empresas americanas no exterior, servindo de base para a formulação de políticas alfandegárias de retaliação ou exigência de contrapartidas bilaterais.

Fonte: Metrópoles

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