Documento divulgado na quarta-feira coloca o ministro no centro de investigação sobre censura global e aponta decisões do Supremo como ameaça à liberdade de expressão de americanos e à democracia brasileira
Um novo relatório do Comitê Judiciário da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos coloca o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, como figura central na análise da atuação do Judiciário brasileiro. O documento menciona o nome do ministro 279 vezes ao longo do texto, destacando suas decisões relacionadas a bloqueios de perfis em redes sociais.
Divulgado na quarta-feira (1º de abril de 2026), o relatório acusa autoridades brasileiras de impor censura com alcance global. Segundo o texto, as ordens emitidas por Moraes vão além das fronteiras nacionais e afetam diretamente cidadãos norte-americanos.
O comitê afirma: “Obtivemos ordens secretas de censura do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal do Brasil. Recebemos essas ordens como parte de nossa fiscalização sobre como a censura estrangeira afeta os direitos dos cidadãos americanos.”
Em sua conclusão, os parlamentares republicanos destacam: “Nossa conclusão: Moraes e outros funcionários brasileiros estão tentando censurar a liberdade de expressão dos cidadãos americanos.”
O relatório classifica as ações como parte de uma “campanha de censura e lawfare”, que “atinge o cerne da democracia brasileira” e pode interferir nas eleições de 2026.
A repercussão internacional ganhou força após Jason Miller, conselheiro próximo de Donald Trump, reagir publicamente: “O cerco está se fechando sobre Alexandre de Moraes!!!”.
O documento faz parte de uma série de investigações do Congresso americano sobre interferências estrangeiras na liberdade de expressão e já motiva debates sobre possíveis impactos nas relações bilaterais entre Brasil e Estados Unidos.


















