Ex-governador do Rio de Janeiro é ouvido sobre gestão da segurança pública e infiltração do crime organizado no Estado; relator Alessandro Vieira apresenta documento que pode propor indiciamentos e mudanças legislativas
A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado realiza nesta terça-feira (14) sua última sessão, marcada pelo depoimento do ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), e pela votação do relatório final elaborado pelo senador Alessandro Vieira (MDB-SE).

Ouça a análise do jornalista da Globo News sobre a inclusão de Viciane Barci Moraes no relatório final da CPI do crime organizado:
Instalada em novembro de 2025, a CPI não terá seu prazo prorrogado, conforme decisão do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP). A comissão investigou as estruturas do crime organizado, com ênfase na evolução das facções criminosas no Rio de Janeiro.
O senador Alessandro Vieira, relator da CPI, justificou a convocação de Cláudio Castro destacando a importância de ouvir o ex-governador sobre a segurança pública fluminense. Em sua justificativa, Vieira afirmou:
“Historicamente, o Rio de Janeiro tem sido o laboratório das mais sofisticadas dinâmicas do crime organizado no país. Nos últimos anos, observou-se uma mutação alarmante nesse cenário: a outrora nítida divisão entre facções ligadas ao narcotráfico e grupos milicianos formados por agentes e ex-agentes de segurança pública deu lugar a uma simbiose criminosa, frequentemente denominada narcomilícia.”
O relator acrescentou que o depoimento será fundamental para mapear falhas institucionais:
“O depoimento do ex-governador proporcionará a esta CPI um panorama macroestratégico inestimável, permitindo investigar as falhas e os gargalos institucionais que dificultam o combate à lavagem de dinheiro e à asfixia financeira do crime organizado, bem como a capilaridade da infiltração de criminosos no aparato estatal.”
Além de ouvir Cláudio Castro, os senadores devem votar o relatório final de Alessandro Vieira, que pode incluir pedidos de indiciamento de investigados e propostas de projetos de lei para fortalecer o combate ao crime organizado.
A sessão marca o encerramento oficial dos trabalhos da comissão, que enfrentou dificuldades, especialmente com decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) que desobrigaram o comparecimento de alguns convocados.
Fonte: Redação TMC / Globo News


















