Documento rejeitado pela base governista na comissão é entregue aos ministros Luiz Fux e André Mendonça; Viana defende investigação como “trabalho sério” em defesa dos aposentados vítimas de fraudes
O senador Carlos Viana (PSD-MG) se reuniu nesta quarta-feira (15 de abril de 2026) com os ministros Luiz Fux e André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), para entregar oficialmente o relatório final da CPMI do INSS. O documento, elaborado pelo deputado Alfredo Gaspar (PL-AL), pede o indiciamento de mais de 200 pessoas, incluindo Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do petista Lula da Silva (PT).

O relatório foi rejeitado pela comissão no dia 28 de março, quando a base governista conseguiu maioria e derrubou o texto por 19 votos a 12. Mesmo sem aprovação final na CPMI, a oposição decidiu levar o material ao STF.
Em nota divulgada nesta quarta-feira, o senador Carlos Viana justificou a entrega:
“Hoje damos mais um passo decisivo na defesa do Brasil e, principalmente, dos aposentados que foram vítimas de um dos maiores esquemas de fraude já revelados no país.”
Ele ainda destacou a seriedade do trabalho realizado pela comissão:
“Foram meses de investigação, milhares de páginas analisadas e um conjunto robusto de provas que apontam responsabilidades claras. Não estamos falando de suposições, estamos falando de fatos, dados e evidências técnicas.”
Viana completou:
“A CPMI não foi criada para fazer espetáculo. Foi criada para revelar, com coragem, aquilo que muitos tentaram esconder.”
Sobre a importância do relatório, o senador afirmou:
“O que está sendo entregue hoje é resultado de um trabalho sério, que não pode e não será ignorado.”
“Quem errou, vai responder.”
A CPMI do INSS investigou o esquema de descontos irregulares em aposentadorias e pensões de idosos. O ministro André Mendonça é o relator das investigações sobre o caso no Supremo Tribunal Federal.
Ao final da agenda no STF, Carlos Viana e outros parlamentares da oposição realizaram coletiva de imprensa para apresentar os principais pontos do relatório ao público.
Fonte: O Antagonista


















