Governo americano reforça designação de facções brasileiras como terroristas e alerta para presença ativa em território norte-americano; medida visa bloquear recursos e ampliar sanções
O governo dos Estados Unidos afirmou que as facções brasileiras PCC (Primeiro Comando da Capital) e Comando Vermelho (CV) atuam em pelo menos 12 estados americanos.

Em entrevista ao Jornal Nacional, a porta-voz do Departamento de Estado, Amanda Roberson, reforçou o objetivo da medida: “Essa medida é para poder utilizar todas as ferramentas disponíveis para proteger a segurança dos Estados Unidos. Sabemos que estes dois grupos estão atuando não somente dentro do Brasil, mas nos outros países também. Incluindo, vimos suas atividades em 12 estados aqui nos Estados Unidos.”
A porta-voz detalhou ainda as atividades atribuídas às facções: “Sabemos que as atividades desses grupos são muito amplas. Podem incluir lavagem de dinheiro ou transporte de itens de contrabando, tráfico de drogas, obviamente… Agora as sanções, as designações que estamos tomando agora, têm umas consequências importantes para estes grupos. Restrições de vistos também, bloqueio de todos os seus bens aqui nos Estados Unidos.”
A classificação como “Terroristas Globais Especialmente Designados” já está em vigor desde quinta-feira (28). A inclusão na lista de “Organizações Terroristas Estrangeiras” segue um processo mais longo e deve se concretizar em 5 de junho, segundo o Departamento de Estado. A medida permite bloqueio de bens, deportações e outras restrições a pessoas e entidades ligadas às facções.
Especialistas apontam que a decisão pode afetar o sistema financeiro brasileiro, incluindo operações via PIX e contas bancárias ligadas indiretamente às facções, além de gerar discussões sobre soberania nacional. O tema ganhou repercussão imediata na política brasileira, com reações tanto de apoio quanto de críticas.
Fonte: Jornal Nacional


















