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O Absurdo de Janja: Solidariedade Seletiva e Lei para Blindar o Debate e Críticas

A atual primeira-dama , conhecida como Janja, utilizou as falas da Senadora Damares Alves e da ex-primeira dama, Michelle Bolsonaro fazer campanha a favor do projeto da MISOGINIA e tentar incluir a narrativa de que CRITICAS são ATAQUES.

“Total solidariedade a elas. Eu acho que qualquer mulher agredida, a gente não pode soltar a mão. Não importa qual é o campo ideológico dela.”, disse a esposa do petista Lula da Silva

Janja ainda teve a cara de pau de afirmar que críticas sobre gastos são “misoginia” contra ela

Confira a fala de JANJA sobre seus gastos com dinheiro público
Janja usa DAMARES e MICHELLE para impor narrativa que CRITICAS agora são ATAQUES

Em discurso recente no Senado, Damares afirmou que as mulheres de direita, principalmente a senadora e a Michelle, estavam sendo ATACADAS.

Confira a fala da senadora, Damares Alves, sobre o que ela chama de ATAQUES

A deputada federal JÚLIA ZANATTA, PL-SC, já cogitada para ser Pré-candidata a Vice-Presidente do Brasil, na chapa com Flávio Bolsonaro, falou sobre o PL DA MISOGINIA que a esquerda defende e disse:

Assista a fala de Júlia Zanatta sobre o PL DA MISOGINIA

ARTIGO EXCLUSIVO DO EDITORIAL DO CÓDIGO 22:

O Absurdo da Instrumentalização da “Misoginia” pela Primeira-Dama Janja

Em declaração recente, a primeira-dama Rosângela “Janja” Lula da Silva manifestou “total solidariedade” à senadora Damares Alves e à ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro. Janja citou o tema para defender a aprovação de um projeto de lei contra a misoginia, alegando que a violência contra a mulher “não tem lado”.

Outro exemplo escandaloso da estratégia de Janja é sua tentativa de classificar como “misoginia” as críticas aos gastos de dinheiro público com seus projetos pessoais, viagens e eventos. Ao equiparar a fiscalização legítima de recursos públicos — algo essencial em qualquer democracia — a uma suposta violência de gênero contra ela, a primeira-dama revela o verdadeiro objetivo do projeto: blindar-se de qualquer questionamento incômodo. Não se trata de defender a mulher, mas de transformar transparência, em o que ela chama de ataque misógino, criando um escudo de vitimização que impede a sociedade de cobrar transparência.

O problema está na narrativa. Damares Alves, em discurso no Senado, denunciou o que ela chama de ataques que vem sofrendo — muitos deles, segundo ela própria, vindos do próprio campo da direita, por interpretações de suas declarações recentes. Não se trata, no principal, de uma onda generalizada de “misoginia” vinda da oposição ou da sociedade, mas de uma posição política do campo conservador, com duras críticas.

Questionar falas, posições ou decisões de figuras públicas — sejam elas de direita ou de esquerda — não é “agressão misógina”. É exercício legítimo de liberdade de expressão e de fiscalização. Transformar críticas políticas, por mais ásperas que sejam, em “violência de gênero” para justificar leis que ampliam o conceito de misoginia é uma estratégia clássica de blindagem de poder. O risco real é que esse tipo de legislação sirva menos para proteger mulheres de verdadeiras ameaças físicas ou de ódio irracional e mais para calar dissidências, rotulando como “misógino” qualquer questionamento incômodo a discursos ou ações alinhadas ao governo ou à oposição.

Janja usa as palavras e o momento de Damares e Michelle — que reclamam do que chamam de ataques — para promover uma agenda que, na prática, tende a equiparar crítica política com crime de gênero. Isso cria um perigoso precedente.

O discurso de Janja revela a essência do problema. Ao afirmar que as críticas aos seus gastos com dinheiro público configuram “misoginia” contra ela, a primeira-dama demonstra como o conceito está sendo distorcido: o que deveria ser mera cobrança de transparência e prestação de contas vira suposta violência de gênero. Essa postura não protege mulheres — protege privilégios e silencia questionamentos legítimos.

Solidariedade a mulheres que sofrem violência concreta deve ser universal e firme. Mas transformar debate político em crime de gênero é caminho perigoso: hoje serve a um lado, amanhã a outro, e no final prejudica a liberdade de todos.

O que a sociedade brasileira precisa não é de mais leis que silenciam, mas de uma cultura que valorize o confronto de ideias sem criminalizá-lo.

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