Lobista nega ter informações para colaborar e relata suposta pressão de policiais penais na Papuda
O lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS, disse em depoimento que uma eventual delação premiada seria algo improvável, comparando a situação a “uma galinha dar à luz a um bezerro”. A declaração foi feita após, segundo ele, policiais penais insistirem sobre o tema durante uma abordagem no Complexo Penitenciário da Papuda.

A metáfora foi revelada em oitiva prestada por Careca no dia 23 de junho à Secretaria de Administração Penitenciária do Distrito Federal (Seape-DF). O depoimento ocorreu dias após o lobista alegar ter sido retirado da cela, no dia 17 de junho, sob o pretexto de uma avaliação emocional.
De acordo com o relato do próprio Careca e de sua defesa, os agentes teriam insistido em questioná-lo sobre o interesse em firmar uma colaboração premiada. Ele afirmou ter se sentido coagido durante a conversa.O depoimento, que chegou a ser gravado dentro da unidade prisional, foi encaminhado ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), relator das investigações sobre a chamada “Farra do INSS”.
O caso ocorre em paralelo aos ajustes na delação do empresário Maurício Camisotti, conduzidos pela Polícia Federal e pela Procuradoria-Geral da República.
A Seape-DF já negou qualquer tipo de pressão sobre o lobista, e o ministro Mendonça determinou que a penitenciária preste esclarecimentos sobre o episódio


















