Banqueiro do caso Master precisa entregar provas concretas, fatos inéditos e devolução de recursos para avançar na colaboração premiada
A Polícia Federal (PF) e a Procuradoria-Geral da República (PGR) devem decidir nos próximos dias se aceitam ou rejeitam a nova proposta de delação premiada apresentada pela defesa de Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master.
A nova versão do acordo foi entregue no início de junho, após a recusa da proposta anterior por falta de elementos novos e consistência. Agora, os investigadores analisam o conteúdo com atenção, cobrando avanços significativos para que o acordo seja viável.
Entre as principais exigências dos órgãos estão a apresentação de provas robustas, o fornecimento de informações realmente inéditas que contribuam para as investigações do caso Master e a devolução de recursos aos cofres públicos. Sem o cumprimento desses pontos, as chances de aprovação diminuem consideravelmente.
Fontes próximas às negociações indicam que a segunda proposta trouxe mais nomes, datas e detalhes em comparação à primeira, o que tem gerado avaliações mistas entre os investigadores. Alguns delegados consideram o material “mais completo”, mas ainda cobram maior profundidade e confissão clara de crimes.
A colaboração premiada de Vorcaro é vista como um capítulo importante no escândalo do Banco Master, que resultou em prejuízos superiores a R$ 50 bilhões e mobiliza autoridades dos Três Poderes.


















