Romeu Zema invoca a Inconfidência Mineira e faz alerta: “A luta dos inconfidentes ainda não acabou. É agora ou nunca”
O ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência da República, Romeu Zema (Novo), recorreu à história da Inconfidência Mineira para marcar posição política nesta terça-feira (21). Em publicação nas redes sociais, Zema associou a luta dos inconfidentes ao contexto atual do país, defendendo a necessidade urgente de resistência em nome da liberdade, confira:

A mensagem, acompanhada de vídeo, faz referência direta a Tiradentes e ao movimento de 1789, que lutou contra o domínio português e os excessos tributários. Para o político mineiro, o espírito de liberdade defendido pelos inconfidentes permanece vivo e necessário diante do que ele classifica como abusos de poder por parte de instituições, especialmente do Supremo Tribunal Federal (STF).
BANDEIRA DO ESTADO DE MINAS GERAIS
A frase significa “Liberdade ainda que tardia” (ou “Liberdade, mesmo que tarde”).
Ela foi o lema da Inconfidência Mineira (1789), movimento que lutava contra a opressão portuguesa e pela independência do Brasil. A expressão foi inspirada em um verso do poeta romano Virgílio e adaptada por um dos inconfidentes, Alvarenga Peixoto
A bandeira oficial (branca com o triângulo vermelho no centro) foi instituída em 1963, mas o lema já era associado ao símbolo mineiro desde a época da Inconfidência.
É Libertas Quae Sera Tamen — um grito de esperança pela liberdade, mesmo que ela demore a chegar

Zema, que renunciou ao cargo de governador em março para disputar a sucessão presidencial, tem intensificado as críticas ao STF nos últimos dias. Ele rebateu pedido de investigação do ministro Gilmar Mendes no inquérito das fake news, defendendo o uso do humor político e da sátira como instrumentos legítimos de democracia.
Em publicações anteriores, Zema chegou a chamar o Supremo de “balcão de negócios” e questionou supostos contratos milionários envolvendo familiares de ministros.


















