Procurador-Geral da República determina restrições à “Rede Membros”, usada por procuradores para debates e críticas à cúpula, gerando mal-estar interno e envio de ao menos quatro membros à corregedoria
Diante da iminência da delação premiada do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, determinou o esvaziamento de um grupo interno de e-mails do Ministério Público Federal (MPF). O espaço era utilizado por procuradores de todo o país para trocar informações profissionais e fazer críticas à direção da instituição.
A medida foi formalizada por meio de portaria interna baixada no final de abril, que reestrutura o uso de listas de distribuição de mensagens eletrônicas institucionais.
O movimento ocorre em um momento de forte tensão interna. Nas últimas semanas, cresceram as críticas à atuação da cúpula da PGR, especialmente diante de sinais de que a Procuradoria poderia não denunciar potenciais envolvidos citados na colaboração de Vorcaro, como ministros do Supremo Tribunal Federal com quem Gonet mantém proximidade.
O caso já resultou no envio de ao menos quatro procuradores à corregedoria do MPF.
A delação de Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, está em fase avançada de negociação com a PGR e a Polícia Federal. A proposta foi entregue recentemente e inclui anexos que estão sendo analisados pelos investigadores.


















