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Futuro embaixador dos EUA foca em democracia e comércio com o Brasil

Durante sabatina no Senado americano, deputado Daniel Perez destaca defesa de instituições brasileiras e prioridades bilaterais em meio a tensões comerciais entre os dois países

O deputado republicano Daniel Perez, indicado pelo presidente Donald Trump para o cargo de embaixador dos Estados Unidos no Brasil, prometeu defender eleições livres e justas no país caso seja confirmado no posto. A declaração ocorreu nesta quinta-feira (16 de julho) durante sabatina na Comissão de Relações Exteriores do Senado norte-americano.

Em seu discurso, Perez afirmou: “Apoiarei as instituições democráticas do Brasil e defenderei condições que permitam eleições livres e justas, bem como a liberdade de expressão, pois um Brasil estável e democrático é um parceiro melhor para os Estados Unidos”. Ele também listou as principais prioridades para sua possível atuação:

  • Proteção de cidadãos norte-americanos no Brasil;
  • Avanço de interesses comerciais dos EUA;
  • Combate ao tráfico de drogas e ao crime transnacional;
  • Construção de parcerias que beneficiem a economia e os trabalhadores americanos. 

A indicação de Perez ainda depende de aprovação pelo plenário do Senado dos EUA para que ele possa assumir oficialmente o cargo.

A sabatina acontece em um período de atritos entre os governos brasileiro e americano. Na quarta-feira (15 de julho), os EUA anunciaram tarifas sobre produtos brasileiros, medida vista como retaliação por Washington. O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) considerou a ação como interferência indevida e estuda medidas de reciprocidade.

Perez é um deputado estadual republicano pela Flórida, de origem cubano-americana, com trajetória alinhada ao Partido Republicano. Sua indicação reflete a estratégia da administração Trump de nomear figuras políticas para postos diplomáticos chave na América Latina.

A promessa de Perez sobre eleições livres ganha relevância com as eleições gerais brasileiras se aproximando. Paralelamente, na quinta-feira (16), o próprio Trump faria pronunciamento sobre urnas eletrônicas e questões eleitorais, temas que ele já criticou no passado, inclusive em relação ao sistema brasileiro.

Fonte: Poder360

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