Em posicionamento sobre as novas regras eleitorais, o ministro Nunes Marques destaca que a tecnologia é permitida para apoio estratégico, mas atos com intenção de prejudicar adversários serão punidos
O uso de ferramentas de Inteligência Artificial (IA) no cenário político voltou ao centro do debate institucional. Em manifestação recente sobre as diretrizes que regem as disputas eleitorais, o ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Nunes Marques, reforçou que a utilização dessas tecnologias é perfeitamente legítima quando voltada para a promoção de candidaturas, desde que não seja empregada de má-fé para atacar ou difamar oponentes.

A declaração sintetiza o entendimento da Justiça Eleitoral sobre a rápida evolução digital no debate público: a inovação é bem-vinda para modernizar a comunicação com o eleitor, mas a linha vermelha é cruzada quando o objetivo passa a ser a manipulação dolosa ou a desinformação.
Os Limites Entre a Modernização e a Ilegalidade
A regulamentação do TSE busca equilibrar a liberdade de expressão e a inovação tecnológica com a proteção da integridade do pleito.
- O que é permitido: Criação de materiais publicitários, auxílio na redação de propostas, análise de dados de campanha e otimização da comunicação digital.
- O que é proibido: Produção de conteúdos enganosos (deepfakes de áudio ou vídeo), simulação de conversas falsas e qualquer tipo de propaganda manipulada com a intenção explícita de prejudicar a imagem de concorrentes.
Impactos para Candidatos e Eleitores
Para os partidos e marqueteiros, a sinalização da Justiça Eleitoral exige responsabilidade e transparência. Conteúdos gerados por inteligência artificial precisam ser devidamente identificados para não induzir o eleitor ao erro.
A responsabilização por exageros ou manipulações desleais pode resultar em:
- Aplicação de multas severas;
- Remoção imediata do conteúdo das redes sociais;
- Sanções eleitorais mais graves, dependendo do impacto da infração na disputa.
Com essa postura, o tribunal busca garantir um ambiente democrático justo, impedindo que os recursos tecnológicos subvertam a vontade popular por meio de fraudes digitais.
Fonte: Estadão


















