Presidente do Senado afirma que órgãos de controle federais já atuam no caso e critica pressão de parlamentares em ano eleitoral
O presidente do Congresso Nacional, senador Davi Alcolumbre (União-AP), endureceu o discurso nesta semana ao justificar a não instalação de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) para apurar o caso envolvendo o Banco Master.
Sob forte pressão de blocos de oposição e também de integrantes da base governista, o parlamentar defendeu sua prerrogativa regimental e barrou o avanço dos requerimentos de abertura da comissão, confira:
Segundo Alcolumbre, a criação de um novo colegiado no Legislativo neste momento é desnecessária, uma vez que as autoridades competentes já estão conduzindo as apurações de maneira formal. O senador sugeriu que os pedidos de investigação por parte dos parlamentares têm motivações estritamente partidárias e buscam palanque para as próximas eleições.
A decisão de Alcolumbre de segurar a leitura dos requerimentos — ato técnico essencial para o início dos trabalhos de uma CPI ou CPMI — tem gerado intensos debates nos bastidores de Brasília. O presidente do Senado argumenta que o momento exige foco na pauta econômica e de repasses constitucionais aos municípios, e que o parlamento não deve se transformar em arena de ataques mútuos durante o período eleitoral de 2026.
Enquanto partidos da oposição buscam acionar o Supremo Tribunal Federal (STF) para forçar a abertura da comissão, Alcolumbre mantém o posicionamento de que a definição do cronograma de leituras é uma escolha discricionária da presidência da mesa.


















