Em meio a alertas de especialistas sobre o risco escancarado de golpes, autarquia publica nova norma permitindo que segurados sem reconhecimento facial validem créditos bancários apenas pelo aplicativo
Em uma decisão que pegou o país de surpresa, o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) optou por deixar de exigir uma das regras mais importantes de segurança contra fraudes. De acordo com a Instrução Normativa nº 213, a autarquia deixou de exigir a obrigatoriedade da biometria facial para aposentados e pensionistas que desejam contratar empréstimos consignados, mas que não possuem a imagem cadastrada nos sistemas oficiais.
A medida soa como um verdadeiro absurdo para milhões de brasileiros que esperavam maior rigidez na proteção de seus benefícios. Sob o argumento oficial de ampliar o acesso ao crédito para quem não tem o registro biométrico, o órgão abriu caminho para que operações de endividamento de longo prazo sejam chanceladas digitalmente utilizando apenas o login da plataforma Gov.br e validações de dados bancários.
O caminho livre para os golpistas? Especialistas criticam o retrocesso
A decisão provocou indignação imediata no setor. Para defensores dos direitos dos segurados, flexibilizar barreiras tecnológicas em um país historicamente marcado por golpes contra a terceira idade é um convite aberto para a ação de quadrilhas especializadas em fraudes de crédito consignado.
O temor real é de que o apelo facilitador do crédito sem o rigor da barreira física acabe expondo ainda mais os aposentados e pensionistas à sanha de intermediários mal-intencionados e esquemas de empréstimos fraudulentos que há anos assolam o sistema previdenciário brasileiro.
Fonte: G1
*Imagem da capa gerada por IA


















