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Judicialização extrema: Moraes dá prazo à PGR para investigar carta de Bolsonaro

Perseguição de todos os lados: Enquanto o governo Lula usa o STF para restringir direitos políticos, Alexandre de Moraes cobra manifestação da Procuradoria sobre texto lido por Flávio, em mais um capítulo de judicialização excessiva contra o presidente

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), concedeu prazo de cinco dias para que a Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifeste sobre a divulgação de uma carta escrita pelo presidente Jair Bolsonaro (PL). A decisão ocorre após a defesa do presidente negar qualquer conhecimento prévio da publicação do texto.

A judicialização extrema continua sendo a principal ferramenta para tentar silenciar vozes contrárias ao atual governo.

A defesa de Bolsonaro argumentou que o presidente jamais soube que a carta seria divulgada pelo filho, senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

Segundo os advogados:

“A defesa esclarece, objetivamente, que o peticionário jamais soube que a carta seria publicizada, tampouco houve qualquer orientação, ajuste ou combinação prévia acerca da utilização de redes sociais para esse fim.”

E reforçaram que Bolsonaro “jamais buscou utilizar terceiros para contornar as restrições impostas”.Moraes, no entanto, vê indícios de possível descumprimento das medidas cautelares que proíbem o presidente de usar redes sociais, inclusive por intermédio de terceiros.

A carta, lida por Flávio no sábado (11), reforça apoio à pré-candidatura do filho à Presidência da República.

Além da cobrança à PGR, Moraes já havia suspendido por 90 dias as visitas de Flávio ao pai, alegando que o senador teria usado o encontro para obter o documento com o objetivo de divulgá-lo publicamente.

Críticos do governo Lula veem nessa sucessão de decisões um claro padrão de perseguição política. Em vez de focar em soluções para inflação, segurança e crescimento econômico, o Planalto e aliados no Judiciário parecem priorizar o cerco a opositores, especialmente em ano eleitoral.

A judicialização extrema continua sendo a principal ferramenta para tentar silenciar vozes contrárias ao atual governo.

Fonte: CNN BRASIL

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