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Pura Perseguição: O Percurso dos inquéritos contra Jair Bolsonaro encerrados por falta de provas

Levantamento detalha apurações que culminaram em arquivamentos por ausência de justa causa ou provas materiais

Ao longo da trajetória pública e dos mandatos presidenciais, o presidente Jair Bolsonaro foi alvo de um expressivo volume de investigações, petições e inquéritos no âmbito da Polícia Federal (PF), da Procuradoria-Geral da República (PGR) e do Supremo Tribunal Federal (STF). Uma parcela significativa dessas apurações — originadas de relatórios parlamentares, representações político-partidárias ou notícias-crime — acabou formalmente encerrada a pedido dos próprios órgãos de acusação ou por decisão do Judiciário, reconhecendo a atipicidade dos fatos ou a ausência de provas materiais.

Abaixo estão listados e detalhados os principais inquéritos e procedimentos federais arquivados ao longo dos anos:

1. Inquérito da Fraude no Cartão de Vacinação (PF e STF)

  • O que investigava: Aberto a partir de relatórios preliminares de investigações conduzidas pela Polícia Federal, o procedimento analisava a suposta inserção de dados falsos de imunização contra a Covid-19 em sistemas oficiais do Ministério da Saúde.
  • Desfecho: O STF determinou o arquivamento do inquérito em relação a Bolsonaro após manifestação expressa da PGR, que apontou ausência de elementos probatórios mínimos e de comprovação material dos crimes imputados de forma direta ao presidente.

2. Apurações Decorrentes da CPI da Pandemia (PGR)

  • O que investigava: Um conjunto de petições encaminhadas ao Supremo e à PGR com base no relatório final da Comissão Parlamentar Inquérita (CPI) da Pandemia, que imputava condutas como infração de medida sanitária preventiva, charlatanismo e emprego irregular de verbas públicas.
  • Desfecho: A Procuradoria-Geral da República requereu (e o STF acatou) o arquivamento da maioria dessas frentes de investigação, pontuando que a conduta sob análise carecia de tipicidade penal e de justa causa probatória para sustentar denúncias formais.

3. Investigação sobre Atos Públicos e Declarações (PGR)

  • O que investigava: Notícias-crime protocoladas por opositores e entidades civis questionando falas, aglomerações e discursos públicos proferidos por Bolsonaro durante o período de enfrentamento à crise sanitária.
  • Desfecho: Órgãos ministeriais e relatores da Suprema Corte encerraram os procedimentos ao constatarem que manifestações políticas e a livre circulação não configuravam infrações penais ou crimes previstos no Código Penal.

4. Apurações sobre Condutas em Atos de Rua (PGR)

  • O que investigava: Representações protocoladas para averiguar a suposta prática de condutas de caráter considerados pelo sistema como golpista ou infracional associadas a manifestações populares organizadas por apoiadores, como atos públicos em capitais brasileiras.
  • Desfecho: A própria PGR determinou o arquivamento dessas frentes investigativas por absoluta falta de provas materiais e nexo causal direto que vinculassem o presidente aos tipos penais aventados.

5. Notícias-Crime e Notícias de Fato Isoladas (Órgãos Federais)

  • O que investigava: Dezenas de petições avulsas apresentadas por parlamentares e partidos políticos em delegacias federais e gabinetes ministeriais, contestando medidas administrativas ou portarias do governo federal.
  • Desfecho: Arquivadas sumariamente pelas instâncias competentes devido à inexistência de crime funcional ou de elementos mínimos exigidos pela legislação processual penal para abertura de persecução judicial. 

Conclusão: O Padrão da Judicialização e a Ofensiva de Perseguição Política

O encerramento sucessivo dessas investigações por falta de justa causa ou ausência de materialidade expõe o que juristas e aliados apontam como uma intensa ofensiva do aparelho estatal voltada à criminalização da atividade política do presidente.

Ao longo dos anos, o uso recorrente do sistema de justiça — muitas vezes alimentado por denúncias vazias, relatórios de oposição e petições de caráter eminentemente político — configurou uma estratégia deliberada de desgaste institucional.

O desfecho dessas apurações, arquivadas sem qualquer penalidade, reforça que grande parte do esforço investigativo serviu muito mais como instrumento de lawfare e perseguição sistemática do que como busca legítima pela aplicação da lei.

*Imagem da capa gerada por IA

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